Lei Municipal nº 1.555, de 24 de outubro de 2018
Alterado(a) pelo(a)
Lei Municipal nº 1.905, de 12 de novembro de 2021
Revogado(a) parcialmente pelo(a)
Lei Municipal nº 1.917, de 06 de dezembro de 2021
Revoga integralmente o(a)
Lei Municipal nº 1.263, de 18 de setembro de 2015
Vigência a partir de 6 de Dezembro de 2021.
Dada por Lei Municipal nº 1.917, de 06 de dezembro de 2021
Dada por Lei Municipal nº 1.917, de 06 de dezembro de 2021
Art. 1º.
Esta Lei trata da Gestão Democrática na Rede Pública Municipal de Ensino de São Francisco do Guaporé, Rondônia, conforme disposto no artigo 206, VI, da Constituição Federal, nos artigos 3º e 14º da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, no artigo 187, VI e VII da Constituição do Estado de Rondônia, Meta 19 da Lei nº 13.005, de 25 de Junho de 2014-PNE.
Art. 2º.
Para a melhor consecução de sua finalidade, a Gestão Democrática da Rede Pública Municipal de Ensino de São Francisco do Guaporé/Rondônia será implementada mediante a observação dos seguintes princípios e fins:
I –
corresponsabilidade entre o Poder Público e a sociedade na gestão da escola;
II –
autonomia das unidades de ensino na gestão administrativa, financeira e pedagógica;
III –
livre organização dos segmentos da comunidade escolar;
IV –
participação dos segmentos da comunidade escolar nos processos decisórios e em órgãos colegiados;
V –
transparência dos mecanismos administrativos, financeiros e pedagógicos com monitoramento e avaliação dos resultados;
VI –
garantia da descentralização do processo educacional;
VII –
valorização dos profissionais da educação;
VIII –
democratização das relações humanas, de trabalho, e criação de ambiente seguro e propício ao aprendizado e à construção do conhecimento;
IX –
eficiência no uso dos recursos;
X –
escolha dos diretores das unidades de ensino, com a participação direta da comunidade escolar, de acordo com o estabelecido nesta Lei;
XI –
respeito à pluralidade, a diversidade ao caráter laico da Escola Publica e aos Direitos Humanos em todas as instâncias da rede publica de ensino do Município; e
XII –
garantia de qualidade social traduzida pela busca constante do pleno desenvolvimento das Pessoas no preparo para o exercício da cidadania e da qualidade para o trabalho.
Art. 3º.
As Unidades Escolares que constituem a Rede Pública Municipal de Ensino de São Francisco do Guaporé , Estado de Rondônia, conforme legislação vigente, são dotadas de autonomia em sua gestão pedagógica, administrativa e financeira, em consonância com a legislação específica.
Art. 4º.
Todas as Unidades Escolares estão sujeitas à supervisão do Município de São Francisco do Guaporé/Rondônia, através da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT, na forma prevista para as entidades da Administração Direta.
Art. 5º.
A autonomia da Gestão Pedagógica das Unidades Escolares será assegurada pela definição de seu Projeto Político Pedagógico - PPP e do seu Regimento Escolar, elaborados com a participação do Conselho Escolar e da comunidade escolar em consonância com as políticas educacionais vigentes e as normas e diretrizes da Rede Pública Municipal de Ensino do Município de São Francisco do Guaporé/Rondônia.
Art. 6º.
A autonomia da Gestão Administrativa das Unidades Escolares, observada a legislação vigente, será garantida pela elaboração, implementação e avaliação do Projeto Político Pedagógico - PPP, pelo gerenciamento dos recursos oriundos da descentralização de recursos financeiros e pelo gerenciamento de pessoal lotado na escola.
Art. 7º.
A autonomia da Gestão Financeira das Unidades Escolares será assegurada pela administração dos recursos pela respectiva Unidade Executora – Uex, nos termos do Projeto Político Pedagógico - PPP da Unidade Escolar e da disponibilidade financeira nela alocada, conforme legislação vigente.
Art. 8º.
A autonomia da gestão financeira das Unidades Escolares será assegurada, ainda:
I –
pela garantia dos repasses dos recursos financeiros pelos mantenedores;
II –
pela geração de recursos no âmbito das respectivas Unidades Escolares, inclusive de recursos provenientes de doações e demais recursos eventuais; e
III –
- pelo gerenciamento de qualquer recurso financeiro, resguardada a transparência e controle social.
Art. 10.
O Conselho Escolar, entidade sem fins lucrativos, constitui-se em instância de máxima deliberação coletiva, constituído por representantes dos diferentes segmentos que integram a comunidade escolar e tem por finalidade efetivar a Gestão Democrática na forma de colegiado, tendo funções consultiva, deliberativa, mobilizadora e fiscalizadora das questões pedagógicas, administrativas e financeiras.
Art. 11.
São atribuições do Conselho Escolar:
I –
organizar e conduzir o processo de eleição do Diretor e Vice-Diretor e do Conselho Escolar de acordo com as normas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação do Município de São Francisco do Guaporé/Rondônia;
II –
participar da elaboração e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico - PPP e do calendário escolar, observada a legislação vigente, estabelecendo neste o cronograma de reuniões ordinárias do Conselho Escolar;
III –
criar e garantir mecanismos de participação efetiva e democrática na elaboração, acompanhamento e avaliação do Projeto Político Pedagógico - PPP e do Regimento Escolar;
IV –
analisar e propor alternativas de solução às questões de natureza pedagógica, Administrativa e financeira;
V –
discutir e acompanhar a efetivação do currículo escolar de acordo com a Base Nacional Comum Curricular;
VI –
zelar pelo cumprimento e defesa dos direitos da criança e do adolescente, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990);
VII –
acompanhar a evolução dos indicadores educacionais de avaliações externas e internas -abandono, aprovação e reprovação - propondo, quando se fizerem necessárias, intervenções pedagógicas visando à melhoria da qualidade da educação;
VIII –
discutir e deliberar sobre projetos elaborados e/ou em execução por quaisquer dos segmentos que compõem a comunidade escolar no sentido de avaliar sua importância no processo educativo;
IX –
apoiar a criação e o fortalecimento de entidades representativas dos segmentos da comunidade escolar;
X –
promover, regularmente, círculos de estudos, objetivando a formação continuada dos Conselheiros em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT e outras instituições afins;
XI –
analisar e aprovar o plano de aplicação e a prestação de contas dos recursos financeiros adquiridos ou repassados à escola, comunicando aos órgãos competentes as medidas adotadas pelo Conselho Escolar, em casos de irregularidades na Unidade Escolar;
XII –
apoiar, assessorar e colaborar com a administração da Unidade Escolar em matéria de sua competência e em todas as suas atribuições, no sentido de cumprir as disposições legais, a preservação das instalações físicas e equipamentos da escola, bem como a aplicação de medidas pedagógicas previstas no Regimento Escolar;
XIII –
apreciar e emitir parecer sobre desligamento de um ou mais membros do Conselho Escolar quando do não cumprimento das normas estabelecidas no Estatuto do Conselho Escolar;
XIV –
propor e aprovar as alterações do Estatuto do Conselho Escolar; e
XV –
encaminhar, quando for o caso, à autoridade competente, proposta de instauração de sindicância para os fins de destituição de Diretor da Unidade Escolar e Vice Diretor, em decisão tomada por 50% + 1 (cinquenta por cento mais um) de seus membros e com razões fundamentadas e registradas formalmente.
Art. 12.
O Conselho Escolar garantirá, em sua composição, a representação de todos os segmentos da comunidade escolar, eleitos em processo de eleições diretas, assegurando a proporcionalidade de 50% (cinquenta por cento) para professores e demais funcionários da escola e 50% (cinquenta por cento) para pais, estudantes e comunidade local, sendo que para este último segmento será destinado uma cadeira.
Parágrafo único
O Conselho Escolar será composto por número impar de Conselheiros, não podendo ser inferiores a 08 (oito) oito membros eleitos pelos seguimentos e um membro nato o Diretor Escolar.
Art. 13.
No ato da eleição, para cada membro titular do Conselho Escolar será eleito um suplente do mesmo segmento representado.
Art. 14.
O Diretor da Unidade Escolar integrará o Conselho Escolar na função de Presidente, como membro nato, e será substituído, em seu impedimento, pelo Vice-Diretor, na qualidade de Vice-Presidente.
Art. 15.
O Conselho Escolar tem sua estrutura organizacional composta de:
I –
Assembleia Geral;
II –
Diretoria Executiva;
III –
Comissão de Articulação Pedagógica e Financeira; e
IV –
Conselho Fiscal.
§ 1º
A Assembleia Geral do Conselho Escolar é o órgão máximo de deliberação da comunidade escolar nos termos de seu Estatuto e em conformidade com a legislação vigente, constituída pela totalidade de seus membros.
§ 2º
A Diretoria Executiva do Conselho Escolar será eleita em Assembleia Geral Ordinária, ressalvado o cargo de Presidente, nos termos do artigo 14 desta Lei, com a finalidade de proceder às tomadas de decisões objetivando organizar e zelar pelo pleno funcionamento do Conselho Escolar e terá a seguinte constituição:
I –
Presidente;
II –
Vice-Presidente;
III –
Secretário; e
IV –
Tesoureiro.
§ 3º
O cargo de Secretário poderá ser ocupado por um professor ou um funcionário do estabelecimento de ensino, com habilidade para desempenhar as atribuições atinentes ao cargo, e o cargo de Tesoureiro será ocupado pela representatividade de pais, preferencialmente com conhecimento na área contábil.
§ 4º
A Comissão de Articulação Pedagógica e financeira será composta por Conselheiros eleitos em Assembleia Geral, sendo constituída por:
I –
representante do segmento de professores ou funcionários;
II –
representante do segmento de estudantes; e
III –
representante do segmento de pais/responsável legal.
§ 5º
O Conselho Fiscal é constituído por meio de eleição em Assembleia Geral e funcionará como instância de controle e fiscalização do colegiado, composto de 3 (três) Conselheiros, sendo:
I –
1 (um) representante do segmento de professores ou funcionários;
II –
1 (um) representante do segmento de estudantes maior de 18 (dezoito) anos; e
III –
1 (um) representante do segmento de pais/responsável legal.
§ 6º
No caso em que a Escola não possua estudantes com idade igual ou superior a 18 anos a representação de que trata o inciso II do parágrafo anterior, recairá no seguimento pais de estudantes.
Art. 16.
As atribuições da Assembleia Geral, Diretoria Executiva, da Comissão de Articulação Pedagógica e Financeira e do Conselho Fiscal serão estabelecidas em Estatuto do Conselho Escolar - ECE, seguindo orientações da Secretaria Municipal de Educação do Município de São Francisco do Guaporé/Rondônia - SEMECELT.
§ 1º
Os estudantes matriculados com idade igual ou superior a 14 (quatorze) anos poderão participar da Assembleia Geral do Conselho Escolar e votar na escolha dos representantes de seu segmento.
§ 2º
Os estudantes matriculados com idade igual ou superior a 14 (catorze) anos poderão se candidatar e assumir como Conselheiro ou Suplente do Conselho Escolar, exceto na Comissão de Execução Financeira, quando deverá ter idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos.
§ 3º
. Para que os estudantes com idades entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos possam exercer os atos relativos ao cargo para o qual foram eleitos deverão ser emancipados, ou ser assistidos pelos pais ou responsável legal, conforme previsto no Código Civil/2002.
§ 4º
Não havendo estudantes maiores de 14 (catorze) anos, a representação do corpo discente, no Conselho Escolar, se estenderá aos pais ou responsável legal.
§ 5º
Os estudantes com idade inferior a 14 (catorze) anos podem participar com direito a presença sem direito a voto.
§ 6º
Os membros do Conselho representados pelo segmento pais e estudantes poderão concluir seu mandato mesmo tendo perdido vínculo com a Unidade Escolar, desde que deliberado por maioria simples do Conselho.
Art. 17.
A Comissão Eleitoral Escolar será eleita pelo Conselho Escolar - CE, em Assembleia Geral convocada para esse fim pela Direção Escolar, devendo ser composta por, no mínimo, 1 (um) membro titular e seu respectivo suplente, de cada um dos segmentos da Comunidade Escolar, conforme relacionado abaixo:
I –
um representante de estudantes, maior de 16 (dezesseis) anos, quando houver;
II –
um representante dos pais de estudantes;
III –
um representante dos professores e corpo técnico; e
IV –
um representante dos demais servidores da Unidade Escolar.
§ 1º
A Comissão Eleitoral Escolar elegerá entre seus membros 1 (um) Presidente, 1 (um) Secretário e 2 (dois) membros.
§ 2º
Os membros da comunidade escolar integrantes da Comissão Eleitoral não poderão concorrer como candidatos ao Conselho Escolar.
§ 3º
O Diretor da Unidade Escolar acompanhará todo o processo de eleição do Conselho Escolar garantindo total apoio à Comissão Eleitoral Escolar.
§ 4º
Será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação acompanhar o processo eleitoral do Conselho Escolar nas escolas sob sua jurisdição.
Art. 18.
Os membros do Magistério e demais servidores, que tenham filhos matriculados na Unidade Escolar, poderão concorrer somente como membros do Magistério ou servidores, respectivamente.
§ 1º
Nenhum membro da comunidade escolar poderá votar em mais de um segmento por Unidade Escolar, ainda que represente segmentos diversos ou acumule funções.
§ 2º
Os pais ou responsável legal votarão uma única vez, representando seu segmento, independentemente do número de filhos matriculados na Unidade Escolar.
§ 3º
Nenhum dos membros da comunidade escolar poderá acumular voto, não sendo também permitidos os votos por procuração.
Art. 19.
Para cada Conselheiro será eleito um suplente, que o substituirá em suas ausências ou na vacância do cargo.
Art. 20.
O mandato de cada membro de Conselho Escolar terá a duração de 3 (três) anos, sendo permitida apenas uma recondução sucessiva.
Art. 22.
O Conselho Escolar funcionará somente com quórum mínimo de metade mais 1 (um) de seus membros.
Parágrafo único
Serão válidas as deliberações do Conselho Escolar tomadas por metade mais (um) dos votos dos presentes à reunião.
Art. 23.
Ocorrerá à vacância de membro do Conselho Escolar por conclusão do mandato, renúncia, ou destituição, aposentadoria, morte, perda ou suspensão dos direitos políticos.
§ 1º
O não comparecimento injustificado do membro do Conselho a 3 (três) reuniões ordinárias consecutivas ou a 5 (cinco) reuniões ordinárias ou extraordinárias alternadas, também implicará vacância da função de Conselheiro.
§ 2º
O pedido de destituição de qualquer membro só poderá ser aceito pelo Conselho e aprovado em assembleia geral do segmento, cujo pedido de convocação venha acompanhado de assinatura de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de seus pares e de justificativa.
§ 3º
No prazo máximo de 15 (quinze) dias, preenchidos os requisitos do § Iº deste artigo, o
Conselho convocará uma assembleia geral do respectivo segmento escolar, quando os pares, ouvidas às partes, deliberarão sobre o afastamento ou não do membro do Conselho Escolar, que será destituído se a maioria dos presentes na assembleia decidir.
Art. 24.
Cabe ao suplente:
I –
substituir o titular em caso de impedimento; e
II –
completar o mandato do titular em caso de vacância.
Parágrafo único
Caso algum segmento da comunidade escolar tenha a sua representação diminuída, o Conselho providenciará a eleição de novo representante com seu respectivo suplente, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após a vacância.
Art. 25.
No desempenho de suas funções os conselheiros eleitos para o Conselho Escolar Desempenha função pública relevante
Art. 26.
As Unidades Escolares do Município, que forem criadas a partir da data da publicação desta lei, deverão instituir e implementar o Conselho Escolar no prazo máximo de 1 (um) ano, contado da data da publicação do ato de autorização do seu funcionamento.
Art. 27.
Compete à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT, por meio de suas diretorias e gerências, subsidiar e orientar quanto aos seguintes assuntos:
I –
assessoramento contínuo às Unidades Escolares sobre questões pedagógicas, administrativas e financeiras, relativas ao funcionamento do Conselho Escolar;
II –
desenvolvimento de ações de acompanhamento e avaliação da atuação dos Conselhos Escolares junto às Unidades Escolares de sua jurisdição;
III –
criação de Grupos de Articulação e Fortalecimento dos Conselhos Escolares - GAFCEs; e
IV –
realização de seminários, encontros e/ou fóruns regionais para fortalecer a atuação dos Conselhos Escolares como instâncias de construção da autonomia da Unidade Escolar e fortalecimento da gestão democrática.
Art. 28.
Compete à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT, expedir o Regulamento e outras normas complementares necessárias à realização do processo eleitoral, as ações de fortalecimento do Conselho Escolar e instituição dos Grupos Articuladores de Fortalecimento dos Conselhos Escolares - GAFCEs.
Art. 29.
O Processo Eleitoral para a escolha de Diretores e de Vice-Diretores das Unidades Escolares da Rede Pública Municipal de Ensino ocorrerá conforme regulamentação expedida pela Secretaria de Municipal Educação - SEMED, garantindo o processo democrático envolvendo a comunidade escolar.
Parágrafo único
A comunidade escolar compreende o conjunto formado pelos seguintes segmentos:
I –
pais ou responsáveis por estudantes matriculados e frequentando a Unidade Escolar;
II –
estudantes matriculados e frequentando a Unidade Escolar;
III –
professores em efetivo exercício na Unidade Escolar; e
IV –
servidores técnicos e de apoio em efetivo exercício na Unidade Escolar.
Art. 30.
As eleições para Diretores e Vice-Diretores de que trata esta Lei serão realizadas concomitantemente em todas as Unidades Escolares da Rede Pública Municipal de Ensino de São Francisco do Guaporé, estado de Rondônia, a cada três anos, sempre no último bimestre letivo, conforme Calendário estabelecido em Regulamento Eleitoral da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT.
Art. 31.
Poderão candidatar-se para a função de Diretor ou Vice-Diretor os profissionais do magistério pertencentes ao Quadro Permanente do Pessoal Civil do Município de São Francisco do Guaporé’, Estado de Rondônia com vínculo de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, que preencham os requisitos abaixo especificados:
Art. 31.
Poderão candidatar-se para a função de Diretor e Vice-diretor os profissionais do magistério pertencentes ao Quadro Permanente do Pessoal Civil do Município de São Francisco do Guaporé, Estado de Rondônia com vinculo de 40 (quarenta) horas e 30 (horas) semanais de trabalho, com dedicação exclusiva ao período do funcionamento da escola, que preencham os requisitos abaixo especificados:”
Alteração feita pelo Art. 1º. - Lei Municipal nº 1.905, de 12 de novembro de 2021.
I –
não esteja no cumprimento de estágio probatório;
II –
não tenha sido condenado ou que estejam respondendo por processo administrativo disciplinar;
III –
não possuir sentença criminal condenatória transitada em julgado;
IV –
não esteja inadimplente com prestações de contas junto à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT e/ou unidade escolar
V –
SUPRIMIDO”; e
VI –
os candidatos (as) interessados (as) no cargo de diretor (a) escolar deverão ser submetidos a avaliação subjetiva escrita antes de registrar sua candidatura, em data previamente divulgada pela SEMECELT, nas seguintes áreas:
VII –
não possuir vínculo com 02 (dois) contratos em efetivo exercício na Rede Municipal de Ensino de São Francisco do Guaporé/RO;”
Inclusão feita pelo Art. 3º. - Lei Municipal nº 1.905, de 12 de novembro de 2021.
VII –
apresente uma das seguintes formações:
a)
Pedagogia, com habilitação em Administração Escolar ou estudos correspondentes em nível de graduação ou de pós-graduação;
b)
Pedagogia nas demais habilitações, desde que tenha 5 (cinco) anos civil de exercício profissional na Rede Publica Municipal de Educação de São Francisco do Guaporé/Rondônia
c)
Licenciatura, desde que tenha 5 (cinco) anos civil de exercício profissional na Rede Publica Municipal de Educação de São Francisco do Guaporé/Rondônia;
d)
Os candidatos ao cargo de Diretor e Vice deverão apresentar Plano de Ação, juntamente com o Plano de Aplicação Financeira, para os três anos de mandato para a Unidade Escolar no ato da candidatura.
§ 1º
Em Unidade Escolar onde não houver candidatura ao cargo de Diretor e Vice-Diretor, caberá a Secretaria Municipal de Educação – SEMECELT, nomear um Diretor e Vice-Diretor que atendam às qualificações especificadas neste artigo.
§ 2º
O servidor que tenha exercício na Rede Pública Municipal de Ensino, em mais de uma Unidade Escolar, poderá candidatar-se em apenas uma delas.
Art. 32.
O registro da candidatura dar-se-á por chapa composta por um candidato à função de Diretor, juntamente com um candidato à função de Vice-Diretor, observando as atribuições inerentes a cada cargo conforme o disposto no artigo 56 e incisos desta Lei, sendo vedada a candidatura isolada a qualquer uma destas funções.
Parágrafo único
Na Unidade Escolar onde houver apenas uma chapa, o processo eletivo será obrigatoriamente realizado, observado o disposto no Regulamento Eleitoral.
Art. 33.
Serão impugnadas as candidaturas para Diretor e Vice-Diretor das chapas que não observarem o disposto no artigo nº 31, desta Lei.
Art. 34.
Poderão votar:
I –
os servidores em efetivo exercício na Unidade Escolar;
II –
estudantes da Unidade Escolar, com idade igual ou superior a 14 (catorze) anos; e
III –
mãe e pai ou responsável legal do estudante menor de 14 (catorze) anos, matriculados e frequentando a Unidade Escolar, e que não estejam contemplados nos incisos anteriores.
§ 1º
O servidor que atua em Unidades Escolares diferentes terá direito a votar em cada uma delas.
§ 2º
Em nenhuma hipótese um eleitor terá direito a mais de um voto na mesma Unidade Escolar.
§ 3º
Não será permitido voto por procuração.
§ 4º
Os critérios para a qualificação e/ou paridade dos votos serão definidos no Regulamento Eleitoral a ser editado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo - SEMECELT.
Art. 35.
Caberá a Secretaria Municipal de Educação, instituir e nomear a Comissão Coordenadora Municipal encarregada pela organização, execução e avaliação do processo de eleições para Diretores e Vice-Diretores nas Escolas da Rede Pública Municipal de Ensino.
Parágrafo único
Serão constituídas Comissões Eleitorais Regionais e Escolares com responsabilidade de organizar, acompanhar e avaliar a execução do processo eleitoral no âmbito da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT e da Unidade Escolar, respectivamente, observando:
I –
a Comissão Regional será nomeada pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, e
II –
a Comissão Eleitoral Escolar será eleita pelo Conselho Escolar, em Assembleia Geral convocada para esse fim pela Direção Escolar em vigência.
Art. 36.
As Comissões Eleitorais, de que trata o artigo nº 35, desta Lei, terão sua composição conforme segue:
I –
a Comissão Coordenadora Municipal será composta de:
a)
3 (três) representantes da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT;
b)
1 (um) representante do Conselho Municipal de Educação – CME/SFG;
c)
1 (um) representante da comissão de educação da câmara municipal de vereadores;
d)
1 (um) representante do Conselho de Acompanhamento e Controle Social, Comprovação e
Fiscalização dos Recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FUNDEB - CACS;
II –
as Comissões Eleitorais Escolares serão compostas por, no mínimo 1 (um) membro titular e seu respectivo suplente, de cada um dos segmentos, assim distribuídos:
a)
1 (um) representante de estudantes, maior de 16 (dezesseis) anos, quando houver;
b)
1 (um) representante dos pais de estudantes, menores de 16 (dezesseis) anos;
c)
1(um) representante dos professores e corpo técnico em efetivo exercício na escola; e
d)
1 (um) representante dos demais servidores da Unidade Escolar.
§ 1º
É vedado a qualquer membro das Comissões previstas neste artigo, candidatar-se à função de Diretor ou de Vice-Diretor.
§ 2º
As competências e o funcionamento das Comissões, previstas neste artigo, serão tratadas em Regulamento Eleitoral, a ser expedido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT.
Art. 37.
Será considerada eleita a Chapa que, observados os critérios de qualificação e/ou paridade, obtiver maioria na votação, ou em caso de chapa única, 50% (cinquenta por cento) mais um dos votos válidos.
Art. 38.
Na hipótese de nenhuma Chapa alcançar a maioria simples dos votos válidos na primeira votação o Diretor e Vice-Diretor serão nomeados pela mantenedora.
Parágrafo único
Os critérios de desempate e interposição de recursos serão definidos no Regulamento Eleitoral, a ser expedido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT.
Art. 39.
O mandato da Direção da Unidade Escolar será de 03 (três) anos, a partir da data de posse, permitindo reduções para as mesmas funções, mediante:
I –
Cumprimento de no mínimo de 80% (oitenta por cento) do Projeto Politico Pedagógico da Unidade;
II –
Cumprimento de no mínimo de 80% (oitenta por cento) do Plano de Ação apresentado no ato da Candidatura.
Parágrafo único
Entende-se por recondução a permanência na Direção da Escola, em mandatos consecutivos, como Diretor ou Vice-Diretor, mediante eleição.
Parágrafo único
O cargo para a Direção e vice direção da escola dar-se-á por meio de votação e sendo permitido uma reeleição apenas.”
Alteração feita pelo Art. 4º. - Lei Municipal nº 1.905, de 12 de novembro de 2021.
Art. 40.
A posse dos eleitos ocorrerá na primeira quinzena de janeiro do ano seguinte às eleições, mediante:
I –
assinatura do Termo de Compromisso e Responsabilidades da Gestão Escolar, anexo I desta Lei; e
II –
nomeação do Diretor e Vice-Diretor por ato do Titular da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT.
§ 1º
O Termo de Compromisso e Responsabilidades da Gestão Escolar contemplará cláusulas a respeito das atribuições inerentes à função de Diretor e Vice-Diretor; da gestão escolar em si, e principalmente selando compromisso com a melhoria do desempenho escolar, observando que:
I –
as atribuições inerentes ao cargo de Diretor e Vice-Diretor são aquelas constantes do Capítulo IV desta Lei;
II –
os critérios inerentes a uma gestão escolar democrática e eficaz baseiam-se nos mecanismos de participação constantes do capítulo II, artigo 2º desta Lei; e
III –
a aferição do desempenho escolar será realizada anualmente através da utilização do Sistema de Avaliação Educacional Nacional, índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, entre outros indicadores de desempenho, que poderão ser utilizados com o intuito de aferir o desempenho das escolas da Rede Municipal de Ensino, observado o plano de metas a ser elaborado de acordo com a realidade de cada escola.
§ 2º
O não cumprimento das cláusulas previstas no Termo de Compromisso e Responsabilidades da Gestão Escolar acarretará perda de mandato do Diretor e Vice-Diretor eleitos.
§ 3º
A perda do mandato será precedida de procedimentos administrativos, garantindo ao Diretor e Vice-Diretor destituídos do cargo o direito ao contraditório e a ampla defesa, conforme regulamento a ser expedido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT.
Art. 41.
A transição do cargo da gestão anterior para a nova gestão será realizada conforme organização da Secretaria Municipal de Educação, em acordo com as orientações do Regulamento Eleitoral.
§ 1º
São obrigações do Diretor em exercício:
I –
entregar, ao diretor eleito, relatório da avaliação pedagógica da sua gestão, situação dos recursos financeiros, o acervo documental, inventário com a descrição dos materiais adquiridos com recurso de capital tombados ou em processo de tombamento, bem como tudo o que compõe o patrimônio existente na escola;
II –
transmitir o cargo em Assembleia Geral;
III –
apresentar à comunidade escolar, em Assembleia Geral, a prestação de contas de sua gestão;
IV –
participar ativamente no processo de transição, dando conta dos relatórios e bens patrimoniais, em como dos arquivos e documentos pertencentes à escola.
§ 2º
Compete à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, acompanhar o processo de transição, inclusive a entrega do Relatório de Transição.
§ 3º
O não cumprimento das obrigações do § Iº incorrerá em sanções, conforme Estatuto dos Servidores Públicos do Município de São Francisco do Guaporé Estado de Rondônia, Lei Complementar n° 340/2006.
Art. 42.
Caberá ao Titular da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, nomear os servidores para exercer as funções de Diretor e Vice-Diretor da Unidade Escolar que tenha sido integrada à Rede Pública Municipal de Ensino, por criação ou desmembramento, após o processo de eleições de que trata esta Lei, até a realização do próximo processo eleitoral.
Art. 43.
A vacância ao cargo de Diretor e Vice-Diretor ocorrerá por conclusão do mandato, renúncia, desligamento da Unidade Escolar, aposentadoria, morte, por perda ou suspensão dos direitos políticos e por perda de mandato.
Art. 44.
Ocorrendo a vacância da função de Diretor, o Vice-Diretor assume automaticamente a função de Diretor, desde a data da vacância.
Parágrafo único
Recusando-se o Vice-Diretor a assumir o cargo de Diretor da escola, proceder-se-á eleição por processo simplificado conforme regulamento eleitoral expedido pela Secretaria Municipal de Educação caberá ao Titular da Secretaria Municipal de Educação - SEMED nomear o Diretor.
Art. 45.
Na vacância do cargo de Vice-Diretor, proceder-se-á eleição por processo simplificado conforme regulamento eleitoral expedido pela Secretaria Municipal de Educação o Titular da Secretaria Municipal de Educação nomeará um novo Vice-Diretor, dentre aqueles indicados em lista tríplice pelo Conselho Escolar.
Art. 46.
Ocorrendo vacância simultânea da função de Diretor e de Vice-Diretor, em prazo superior a 180 (cento e oitenta) dias para o término do mandato, serão convocadas novas eleições, por processo simplificado conforme Regulamento Eleitoral da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT.
§ 1º
O Titular da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT nomeará servidor para assumir a Função de Diretor, até a realização da eleição, conforme previsto no caput deste artigo.
§ 2º
O Titular da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, nomeará servidor para assumir a função de Diretor, se a vacância ocorrerem prazo igual ou inferior a 180 (cento e oitenta) dias do término do mandato.
Art. 47.
A perda de mandato do Diretor ou Vice-Diretor eleito ocorrerá:
I –
por descumprimento de quaisquer cláusulas do Termo de Compromisso e Responsabilidade da Gestão Escolar assinado pelo Diretor quando do ato de sua posse;
II –
por descumprimento no que diz respeito às atribuições e responsabilidades previstas no Capítulo IV desta Lei;
III –
em caso de se tornar impossibilitado, por motivos legais, de exercer a gestão dos recursos financeiros encaminhados para as escolas;
IV –
em caso de, no exercício do cargo ou da função, ter cometido atos que comprometam o funcionamento regular da Escola;
V –
em caso de se afastar do exercício do cargo por período superior a 60 (sessenta) dias no ano, consecutivos ou não, exceto na hipótese de Licença Maternidade;
VI –
em caso de candidatura a mandato eletivo, nos termos da legislação eleitoral específica;
VII –
pelo não cumprimento das metas do Plano de Intervenção do Projeto Político Pedagógico e/ou Plano de Desenvolvimento da Escolar – PDE, Plano de Trabalho; e
VIII –
após sindicância, em face da ocorrência de fatos que constituam ilícito penal, falta de idoneidade moral, de disciplina, de assiduidade, de dedicação ao serviço, deficiência ou infração funcional nos termos da lei que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos, assegurado o contraditório e a ampla defesa.
§ 1º
O Conselho Escolar, mediante decisão fundamentada e documentada pela maioria absoluta de seus membros, e o Titular da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, mediante despacho fundamentado, poderão propor ou determinar a instauração de sindicância, para os fins previstos neste artigo.
§ 2º
O Titular da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, poderá determinar o afastamento, pelo prazo máximo de até 60 (sessenta) dias, do indiciado em Processo Administrativo e Disciplinar conduzido pela Secretaria Municipal de Administração - SEAD, durante a realização da sindicância, assegurado o retorno ao exercício das funções, caso a decisão final seja pela não destituição.
§ 3º
Cabe à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, orientar a elaboração e acompanhar o desenvolvimento do Projeto Político Pedagógico - PPP, avaliando os resultados e orientando seu aperfeiçoamento e necessidades de intervenção.
§ 4º
Em caso de afastamento temporário do cargo de Vice-Diretor em virtude de Licença Maternidade, afastamento para concorrer a cargo eletivo o Titular da Secretaria Municipal de Educação , Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, nomeará temporariamente um substituto, indicado em lista tríplice pelo Conselho Escolar.
Art. 48.
O Projeto Político Pedagógico - PPP é o instrumento que propicia a organização e a participação da comunidade escolar de forma coletiva e democrática, assim como a discussão dos problemas da escola e suas possíveis soluções.
Art. 49.
Cabe à unidade de ensino, considerada a sua identidade e a de seus sujeitos, articular a formulação do Projeto Político Pedagógico - PPP com os Planos de Educação, as normas legais e diretrizes curriculares do sistema de ensino, o contexto em que a escola se situa e as necessidades locais e de seus estudantes.
Art. 50.
A elaboração do Projeto Político Pedagógico - PPP é de responsabilidade da Unidade Escolar, sob a coordenação de seus gestores, observando as orientações e normas de elaboração, implementação e avaliação emanadas do Sistema Municipal de Ensino, devendo, como instância de construção coletiva, contemplar:
I –
o diagnóstico da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, contextualizados no espaço e no tempo;
II –
a concepção sobre educação, conhecimento, avaliação da aprendizagem e mobilidade escolar;
III –
o perfil real dos sujeitos - crianças, jovens e adultos - que justificam e instituem a vida da e na escola, do ponto de vista intelectual, cultural, emocional, afetivo, socioeconômico, como base da reflexão sobre as relações vida-conhecimento-cultura-professor-estudante e Unidade Escolar;
IV –
as bases norteadoras da organização do trabalho pedagógico;
V –
a definição de qualidade das aprendizagens e, por consequência, da escola, no contexto das Desigualdades que se refletem na Unidade Escolar;
VI –
os fundamentos da gestão democrática, compartilhada e participativa (órgãos colegiados e de representação estudantil);
VII –
o programa de acompanhamento de acesso, de permanência dos estudantes e de superação da retenção escolar;
VIII –
o programa de formação continuada dos profissionais da educação, regentes e não regentes;
IX –
as ações de acompanhamento sistemático dos resultados do processo de avaliação interna e externa como: Sistema de Avaliação da Educação Básica - SAEB, Prova Brasil, dados estatísticos, pesquisas sobre os sujeitos da Educação Básica, incluindo dados referentes ao índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB e/ou que complementem ou substituam os desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação, dentre outros; e
X –
a concepção da organização do espaço físico da Unidade Escolar de tal modo que este seja Compatível com as características de seus sujeitos, que atenda as normas de acessibilidade, além da natureza e das finalidades da educação, deliberadas e assumidas pela comunidade escolar.
Art. 51.
Os gestores das Unidades Escolares da Rede Pública Municipal de Ensino, observadas as incumbências estabelecidas no artigo 13 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, deverão cumprir no exercício da gestão escolar, as seguintes atribuições:
I –
representar a Unidade Escolar, responsabilizando-se pelo seu funcionamento;
II –
coordenar, elaborar e executar, em conjunto com o Conselho Escolar, o Projeto Político Pedagógico e sua adequação no âmbito da Unidade Escolar, seguindo as diretrizes da política educacional estabelecida pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, e complementá-las naquilo que as especificidades locais exigirem;
III –
submeter ao Conselho Escolar, para apreciação e aprovação, o Plano de Aplicação dos recursos financeiros e a Prestação de Contas dos referidos recursos em tempo hábil;
IV –
divulgar, periódica e sistematicamente, informações referentes à utilização dos recursos financeiros, qualidade dos serviços prestados e resultados obtidos nas avaliações interna e externa, utilizando-se de recursos audiovisuais;
V –
apresentar, anualmente, à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, ao Conselho Escolar e à comunidade escolar, a avaliação do cumprimento das metas estabelecidas no Projeto Político Pedagógico - PPP, a avaliação interna da escola e as propostas que visem à melhoria da qualidade do ensino e ao alcance das metas estabelecidas;
VI –
baixar normas disciplinares complementares para o funcionamento da Unidade Escolar, observando a legislação em vigor, ouvido o Conselho Escolar;
VII –
organizar o quadro de recursos humanos da Unidade Escolar com as devidas especificações, conforme as normas aplicáveis, submetendo-o à apreciação do Conselho Escolar e da Secretaria de Municipal d Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT;
VIII –
manter atualizado o tombamento dos bens públicos, zelando, em conjunto com todos os Segmentos da comunidade escolar, pela sua conservação;
IX –
decidir quanto à organização e ao funcionamento da Unidade Escolar, o atendimento à demanda e demais aspectos pertinentes, de acordo com as orientações fixadas pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT;
X –
cumprir e fazer cumprir a legislação vigente; e
XI –
cumprir metas.
Art. 52.
O acompanhamento da Gestão Democrática das Unidades Escolares da Rede Pública Municipal de Ensino será realizado de forma contínua, sistemática e regular pela Secretaria Municipal Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, e pela comunidade escolar representada pelo Conselho Escolar no cumprimento de suas atribuições previstas nesta Lei.
Parágrafo único
O acompanhamento dos processos e mecanismos da gestão democrática nas Dimensões pedagógicas, administrativas e financeiras tem por objetivo buscar maior efetividade no cumprimento dos princípios norteadores da gestão democrática conforme artigo 2º desta Lei, e garantir a melhoria contínua nos resultados educacionais.
Art. 53.
Caso o Diretor ou Vice-Diretor da unidade de ensino cometa infração funcional prevista na Lei Complementar n° 340/2006 ou descumpra as atribuições presentes desta Lei, estará sujeito às seguintes sanções, por parte do Secretário Municipal de Educação ou chefia imediata:
I –
repreensão ou advertência escrita, cominada pelo Secretário Municipal de Educação;
II –
suspensão da função de Diretor da unidade de ensino pelo período de 10(dez) dias ou 30 (trinta) dias, cominada pelo Secretário Municipal de Educação; e
III –
destituição da função gratificada de Diretor, conforme artigo 46 desta Lei, cominada pelo Secretário Municipal de Educação.
Art. 54.
O provimento ao cargo de Diretor e de Vice-Diretor em escolas conveniadas será realizado conforme estabelecido no respectivo convênio.
Art. 55.
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, instituirá Comissão Permanente de Acompanhamento da Gestão Democrática para atuar junto Unidades Escolares para acompanhar e avaliar a gestão dos Diretores e Vice-Diretores eleitos no processo de Gestão Democrática previstos nesta Lei;
Art. 56.
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, se responsabilizará por avaliar, anualmente, os resultados desta Lei, encaminhando à Câmara Legislativa sugestões para o aperfeiçoamento do Processo de Gestão Democrática Escolar, quando necessário.
Art. 57.
Fica a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT, autorizada a criar a Ouvidoria da Gestão Democrática.
Art. 58.
A cada dois anos a contar da publicação da presente Lei o Poder Executivo através da Secretaria Municipal de Educação e/ou a Câmara Legislativa, através da Comissão de Educação, convocará audiência pública para a revisão periódica da presente norma.
Art. 59.
O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo de 30 (trinta) dias a contar de sua publicação.
Art. 60.
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se a Lei Município nº 1263/2015 e disposições em contrario.