Lei Municipal nº 2.424, de 13 de agosto de 2024
Sumário
APRESENTAÇÃO
1. CONCEPÇÃO DE ALFABETIZAÇÃO
1.1 O processo de Apropriação da Escrita: as hipóteses percorridas
2. RESULTADOS DOS INDICADORES DA EDUCAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DO GUAPORÉ-
2.1 Resultados da Rede Municipal de Ensino – Avaliações Externas 2021
3. DEFININDO AS ESTRATÉGIAS
4. IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA ALFABETIZA SÃO FRANCISCO
5. PÚBLICO BENEFICIADO
5.1 Objetivo Geral
5.2 Objetivos Específicos
6. ALFABETIZAÇÃO E FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS
7. INDICADORES DE ALFABETIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO
7.1 Ao concluir o 1º ano, espera-se que a criança seja capaz de:
7.2 Ao concluir o 2º ano, espera-se que a criança seja capaz de:
7.3 Ao concluir o 3º ano, espera-se que a criança seja capaz de:
7.4 Ao concluir o 4º ano, espera-se que a criança seja capaz de:
7.5 Ao concluir o 5º ano, espera-se que a criança seja capaz de:
8. EIXOS ESTRUTURANTES DA POLÍTICA DE ALFABETIZAÇÃO
8.1 Eixo I – Avaliação da Política de Alfabetização
8.1.1 Estabelecimento de metas
8.2 Eixo II – Compromisso e engajamento das equipes da secretaria e todas as outras instâncias com a alfabetização dos estudantes
8.2.1 Fortalecimento da Ação Pedagógica
8.2.2 A mudança na Prática Pedagógica das Escolas
8.2.3 Uma nova rotina de sala de aula
8.2.4 Perfil do Professor Alfabetizador
8.2.5 Papéis e responsabilidades dos Profissionais que atuam em prol da qualidade do ensino
8.3. EIXO III: FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES E EQUIPE GESTORA
8.3.1 Formação Continuada de Professores Alfabetizadores
8.3.2 Ações previstas
8.3.3 Formação continuada à Equipe Gestora
8.3.4 Metodologia a ser utilizada nas Ações propostas
8.3.5 Organização metodológica das ações de formação
8.4. EIXO IX – O MONITORAMENTO DO ENSINO E APRENDIZAGEM, AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
8.4.1 Análise e compreensão dos resultados e implantação de estratégias de mudanças
8.4.2 A participação das famílias
8.5 EIXO V: GESTÃO E GERENCIAMENTO DAS AÇÕES
8.5.1 Gestão da Política
8.5.2 Gestão de Qualidade - Acompanhamento e Monitoramento das ações pelos profissionais da Secretaria Municipal de Educação
8.5.3 Como acompanhar a Execução da Política de Alfabetização
8.5.4 Os Indicadores a serem Monitorados
8.5.5 Acompanhamento de livros lidos durante o mês
8.5.6 Reconhecimento de Letras, Leitura, Escrita, Oralidade e Produção de Textos
8.5.7 Indicadores de acompanhamento mensal
8.5.8 Comitê Gestor
8.6 EIXO VI – VALORIZAÇÃO PARA AS UNIDADE ESCOLARES
8.6.1 A bonificação Anual para as Unidades Escolares
8.7 EIXO VIII – FORTALECIMENTO DA GESTÃO ESCOLAR
8.7.1 Autonomia pedagógica e administrativa
8.7.2 Valorização profissional dos trabalhadores em Educação
9. IMPLEMENTAÇÃO
10. RECURSOS
11. REFERÊNCIAS
APRESENTAÇÃO
A escola tem uma função especificamente educativa, propriamente pedagógica, ligada à questão do conhecimento; é preciso, pois, resgatar a importância da escola e reorganizar o trabalho educativo, levando em conta o problema do saber sistematizado, a partir do qual se define a especificidade da educação escolar. (Saviani, 1997. P.114).
É com satisfação que apresentamos à população de São Francisco do Guaporé, uma Política Municipal de Alfabetização Alfabetiza São Francisco da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT. O qual se propõe a instituir ações que irão reger os fazeres administrativos, estruturais e pedagógicos das Escolas componentes da Rede Municipal de Ensino, norteando assim, as ações do Governo Municipal de São Francisco do Guaporé com relação à alfabetização.
Sua elaboração é decorrente de um processo de múltiplas ações da Secretaria de Educação, junto a levantamentos feitos frente aos gestores escolares e comunidade escolar, confrontados mediante visualização da função da escola junto à sociedade, em conformidade com o Compromisso Todos pela Educação (ação do Governo Federal em parceria com os Estados e Municípios da Federação). Todas as ações decorrentes do mesmo têm como maior expressão o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB.
Para tal fim, esse esforço coletivo deu origem à Política Pública de Alfabetização na Idade Certa, que nos dá a certeza de que com diagnóstico da situação real e com a projeção do futuro desejado, juntos, Governo municipal e sociedade, trabalhando em parceria, conseguiremos resgatar a dívida que temos quanto a oferecer uma educação de qualidade pelas escolas públicas. Garantindo, mediante políticas públicas voltadas a oportunizar “acesso, permanência, qualidade e inclusão” escolar a todos os cidadãos deste município.
Desta maneira faz-se necessário a oferta de uma alfabetização com a qualidade desejada pelas legislações educacionais, e também de acordo com as formações recebidas pelo Órgão de Controle Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, buscando dessa forma uma prática pedagógica de qualidade visando à universalização do Ensino Fundamental e a erradicação do analfabetismo, de modo a minimizar a distorção idade-série, realizando a inclusão social no Município de São Francisco do Guaporé.
Percebe-se diante do exposto um desafio maior para Rede Municipal de Ensino deste Município.
A sala de aula, que é um lugar de tantos desencontros e diferenças, que é de onde partem as primeiras suspeitas de anormalidade e dificuldades das crianças; [...] é, também o lugar onde se pode proporcionar aos alunos a superação de dificuldades, experiências ainda não vivenciadas e instrumentos para realizar as aprendizagens necessárias ao pleno exercício de sua condição humana. (PADILHA apud SANTA CATARINA, 1996).
Nosso interesse pela elaboração desta Política é a institucionalização de uma Proposta de Trabalho decorrente da concepção e da organização social do trabalho em educação que precisa ser revista, pois interfere diretamente no dia a dia das nossas salas de aulas e, consequentemente entendida como ações de saberes ritmado com as demandas e necessidades locais, com o perfil do aluno que temos e do homem que precisamos ter na construção da sociedade que vivemos e que buscamos formar/estruturar. A definição das áreas de atuação desta Secretaria, bem como objetivos e metas, possibilita visualizarmos os passos rumo à caminhada que daremos nessa educação desejada para o nosso município.
Nesta caminhada, apegamo-nos em Gandin (2006) quando ressalta que: “Um plano é bom quando contém em si a força que o faz entrar em execução. Ele deve ser tal que seja mais fácil executá-lo do que deixá-lo na gaveta". Tendo nesta linha, a concepção de que a Educação é o agente de transformação que, propicia o desenvolvimento de diferentes formas de ser e de conviver na cultura global, valorizando o local e a condição essencial para formar cidadãos capazes de entender criticamente o processo de conquista dos direitos de cidadania, em especial os relacionados a direitos civis, políticos e sociais.
Ressaltando em suas linhas a importância da participação e comprometimento de todos os sujeitos inseridos no processo educativo que tenham como indicador a conscientização e atuação, que permitem ser traduzida como a construção de uma educação que tenha a cara da nossa realidade e dos nossos sonhos e não apenas o resultado de legislações engessadas de estrutura e organização educacional.
Concluindo, nos referimos a Luckesi, (2011, p. 125), que reforça o nosso pensamento quando afirma, “Planejar significa traçar objetivos e buscar meios para atingi-los”. Diante desta concepção e de acordo com os índices da atual realidade é que a Secretaria Municipal de Educação esboçou a Política Municipal de Alfabetização na Idade Certa, contando com a parceria entre professores, gestores educacionais, técnicos famílias e organizações da sociedade local, na certeza de alcançarmos o sucesso e o conhecimento com qualidade e equidade, garantindo solidez e um futuro melhor com oportunidades a todos.
1. CONCEPÇÃO DE ALFABETIZAÇÃO
É chamada de alfabetização a capacidade e habilidade de ler eescreverdeforma convencional, que também consiste num processo de aprendizagem em que os educadores dão mais ênfase durante a educação inicial, propondo às crianças diversos desafios queenvolvematividadesdealfabetização.Aalfabetizaçãoestabeleceauniãode dois processos, escrita e leitura. Ler e escrever são atividades complexas, mas fundamentais na vida das pessoas. Também são determinantes para um saber organizado, que é sem dúvida o elemento mais importante de uma cultura. Sistematizando com outras palavras Soares (2016) define alfabetização como: “Alfabetização – faceta linguística da aprendizagem inicial da língua escrita – focaliza, basicamente, a conversão da cadeia sonora da fala em escrita. ”Na Educação Infantil, a Alfabetização consiste em atividades presentes de modo significativo consideradas de cunholúdicocomoarepetiçãodeparlendas,abrincadeiracomfraseseversos, trava-línguas, cantigas de roda, memorização de poemas, são considerados importantes passos em direção à alfabetização. Curiosamente atividades bastante comuns na educação infantil como os rabiscos, desenhos, jogos e brincadeiras de faz-de-conta não são consideradas atividades de alfabetização, quando na verdade representam a fase inicialdaaprendizagemdalínguaescrita,constituindosegundoVygotsky(1984),a pré-história da linguagem escrita, ocasião em que a criança atribui aos rabiscos,desenhos ou objetos a função de signos. Nelesoindivíduoestádescobrindosistemasde representação precursores e facilitadores da compreensão do sistema de representação do que éalínguaescrita.Essafase,consideradaapré-históriadaescrita,explicaporque a criança pequena supõe estar escrevendo quando está desenhando, fazendo rabiscosou produzindo garatujas. Este evento representa sua tentativa de imitar a escrita cursiva dos adultos, o que já representa um avanço em seu processo de alfabetização, um reconhecimentoarbitráriodaescrita.Éoprimeironível, entre os níveis por que passam as crianças em seu processo de conceitualização do sistema alfabético, identificadostão claramente por Emília Ferreiro e Ana Teberosky (2001), descritos nos chamados níveis icônicos. Uma das habilidades de alfabetização mais importantes que uma criança pode desenvolver é a percepção visual ou de palavras. As crianças que percebemasdiversas palavras impressas ao seu redor têm maior probabilidade de desenvolver amor pela leitura e pela escrita. A curiosidade pelos livros é algo a encorajar também.
1.1 O PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA ESCRITA: AS HIPÓTESES PERCORRIDAS
De acordo com Carvalho 2010, Dissertação de Mestrado com o Tema Alfabetização Construtivista, um estudo sobre aPráticadoProfessor,baseadaemalguns autores, afirma que as crianças na fase de alfabetização constroem hipóteses e essas devem ser conhecidas e respeitadas pelos alfabetizadores, sendo elas:
a) Período Icônico, sendo essas escritas representadas por desenhos e garatujas, sendo essa produtora de textos desde a tenra idade;
b) Hipótese Pré-Silábica, momentos emqueacriançanãobuscacorrespondência com o som, muitas vezes ahipótesesdascriançassãoestabelecidasemtornodotipode quantidade de grafismo. Conforme (Moll 1996, p.108) afirma que: “Neste nível, escrever corresponde a reproduzir os traços tipos que a criança identifica como escrita. Para a criança neste momento, a escrita é uma forma diferente de desenhar, não se estabelecendo nenhuma correspondência entre pauta sonora e a produção escrita”. Percebe-se que a criança neste nível tenta diferenciar entre desenho e escrita, podendo escrever números e letras.
c) Hipótese Silábica sem Valor Sonoro, ao escrever a criança escolhe uma letra para cada sílaba, ao ler se tiver letras a mais, apaga as que sobram, mas escolhe qualquer letra para escrever palavras, e ao ler, se preocupacomovalorsonoroexistente na palavra escrita. De acordo com vários autores, esta hipótese é falsa, pois acredita-se que cada pausa sonora se escreve somente com uma letra,masnecessária,sendoesse um erro construtivo que encaminha a criança em direção ao conhecimento objetivo.
d) Hipótese Silábica com Valor sonoro, momento em que a criança começa a desenvolver a consciência fonológica entre a fala e a letra a ser escrita. Ao ler a criança escreve uma letra para cada sílaba, se sobrar letras podem apagar, ou acomodá-lasnuma sílaba.
e) Silábica Alfabética, ora a criança escreve silábica e ora alfabética, neste momento ela avança na consciência fonológica, pois começa a entender que as sílabas não são compostas somente por uma letra, sendo exigências totalmente internas, no sentido de serem hipóteses originais da própria criança, estabelecendo uma forte exigência no sentido de tornar a escrita progressivamente mais sociável.
f) Hipótese Alfabética, nesse momento a criança elabora outra forma de pensar sobre a escrita, deixando as hipóteses silábicaealfabética,edescobreanecessidadede fazerumaanálisequevámaisalémdasilabapeloconflitoentreahipóteseanteriore passa a exigir quantidade mínima de letras para cada silaba, avançando desta forma na conscientização fonológica quanto à escrita e a leitura.
g) Escrita Ortográfica, este é o momento em que a criança começa a perceber as irregularidades presentes entre os grafemas e fonemas. Aprende que será preciso memorizar certas palavras para poder pronunciá-las e escrevê-las corretamente.
Entretanto, para que o processo de aprendizagem dos estudantes venha a ser valorizado diante de cada hipótese de escrita e que o planejamento do professor possa contemplar metodologias, estratégias e desafios em cada atividade proposta em sala de aula, é que se apresenta uma política de alfabetização estruturada, onde nãosódelineiao fazer pedagógicodaSEMECELT,comotambémdasUnidadesEscolares,chegandoaté as salas de aulas para todos os professores que atuam no 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Torna-se importante que todos os envolvidos com a Política possam ter conhecimentos teóricos e práticos, os mesmos precisam receber formações continuadas advindas da Equipe contratada do Tribunal de Contas do Estado e também da SEMECELT, esta deve acompanhar a prática pedagógica dos professores, capacitar e perseguir mensalmente os indicadores disponibilizados pelo TCE/RO, acompanhar também as ações das equipes gestoras das escolas, realizando envolvidos.
Contudo, o percurso escolar só terá eficácia se for definido em uma política de aprendizagem que garanta uma alfabetização integral e que todos tenham acesso ao conhecimento em todas as áreas do conhecimento. Segundo a Unesco, estaralfabetizado é um direito humano que deve ser promovido e definido ativamente: “A alfabetização é um caminho à liberdade” (UNLD 2003 -2012).
De acordo com o Referencial Curricular do Estado de Rondônia, com base na BNCC, “Alfabetizar é trabalhar com a apropriação pelo aluno da ortografia do português do Brasil escrito, compreendendo comosedáesteprocesso(longo)deconstruçãodeum conjunto de conhecimentos sobre o conhecimento fonológico da língua pelo estudante. Para isso, é preciso conhecer as relações fono-ortográficas, isto é, as relações entre sons/fonemas do português oral do Brasil em suas variedades e as letras (grafemas) do português brasileiro escrito” (RCRO, p. 145 e 146).
A seguir, passa-se a discorrer sobre os resultados dos Indicadores da Rede Municipal de Ensino, analisando os dados de 2019 e 2020, de acordo com esses resultados torna-se imprescindível a implantação da Política Municipal na Idade Certa, prevendo a alfabetização de todos os estudantes matriculados na Rede Municipal de Educação.
1. RESULTADOSDOSINDICADORESDAEDUCAÇÃODESÃOFRANCISCO DO GUAPORÉ – 2019 A 2021
Diante deste olhar, pode-se refletir frente à realidade ora encontrada frente aos indicadores da educação deste município, pois constata-se que o Índice de DesenvolvimentodaEducaçãoBásica–IDEB,tinhacomometapeloGovernoFederalem 2019 alcançar a média 5.0, constata-se que a meta projetada pelo Ministério da Educação
- MECfoialcançada,obtendonosanosiniciaisanota5.51,masqueaindaépoucoemse tratando de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática. Resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB 2019. Já no anode2021,anotaobtidafoi 5,04 nos anos iniciais da alfabetização, baixa devidoàPandemiacausadapeloCovid19. Esper-se, após este contexto que os resultados de 2023sejamaindamelhores,porém,o propósito é sempre a evolução na escala geral de aprendizado.
Relata-se a seguir, o Movimento Escolar da Educação deste Município de acordo com os dados Pesquisas Educacionais subsidiar a formulação disponibilizados junto ao Instituto Nacional de Estudos e Anísio Teixeira (Inep), órgão esse que tem como missão de políticas educacionais dosdiferentesníveisdegovernocomintuitodecontribuirparao desenvolvimento econômico social do país.
Observa-se nos resultados obtidos, em 2019, uma melhora diante dos resultados obtidos. Diante desses resultados observa-se que as matrículas dos estudantes com distorção idade/série estão diminuindo significadamente na Rede. Esses resultados também demonstram a força de trabalho que vem sendo realizada em cada instituição escolar e equipes da SEMECELT durante todo ano letivo, acelerando os estudantes que necessitam. Ao planejar são promovidas discussões entre a SEMECELT x Equipes Gestores Escolares, demonstrando um olhar crítico sobre a necessidade de diminuirmos ainda mais as desigualdades de idade elocalizaçãodessesestudantesnaidadecertana instituição escolar do Município.
Sendo assim, observa-se um considerável avanço junto aos resultadosalcançados, todavia vemos também que tem muito a ser feito frente à concepção de alguns profissionais, que acreditam que escola boa e ótimo professor são aqueles que reprovam o estudante. Precisamos entender que a escola é para todos, e este “todos” também nosimpulsionaaplanejaraçõesquevenhamdiminuirosíndicesdereprovaçãoe tambémdizernãoàevasãoescolar,fortalecendoaindamaisasaçõesdeBuscasAtivas e melhoriadaaprendizagemdetodos,equeestamelhoriavenhafazercomquetodos estejam aprendendo juntos e na idade certa.
1.1 RESULTADOSDAREDEMUNICIPALDEENSINO-AVALIAÇÕESEXTERNAS2021
Foram promovidas no mês de junho de 2023 as Avaliações Externas em parceria com o Tribunal de Contas do EstadodeRondônia,nointuitodeverificarascompetências desenvolvidas pelos estudantes nos Componentes Curriculares Língua Portuguesa/Alfabetização, para os alunos do 2º e 3° ano Fundamental matriculados na Rede Municipal de Ensino.
Diante dos resultados observados na rede de ensino, nota-se que no Componente Curricular Língua Portuguesa, obtivemos uma porcentagem de 70.9% dos estudantes avaliados encontram-se na classificação Avançado, ou seja, apresentou habilidades e competências para o ano em que está matriculado.Enquanto que em matemática o resultado foi de 79.9%.
Mesmo diante dos resultados consideravelmente satisfatórios ainda temos muitos descritores a melhorar. Na avaliação de Lingua portuguesa 90.4% dos estudantes do 2° ano Fundamental conseguem relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras)com sua representação escrita. Em contapartida apenas 55.0% conseguem ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou impressos), entre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. E 66,9% conseguem dentificar a funçãosocialde textos que circulam emcamposdavidasocialdosquaisparticipacotidianamente(acasa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa,demassaedigital,reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
Analisando todos esses resultados, principalmente o pós pandemia com a volta às aulas presenciais e os resultados das avaliações diagnósticas que vêm sendorealizadas com todos os estudantes, percebe-se que alguns ainda não foram alfabetizados. Ainda em 2022 observa-se que uma porcentagem expressiva de estudantesmatriculadosno4° ano no 5º ano do Ensino Fundamental ainda nãoforamalfabetizados,tambémnãoestão demonstrando conhecimentos frente ao Componente Curricular Matemática. Quanto aos estudantes do 2º e3ºascriançasestavamnahipótesepré-silábicadeescrita, demonstrandoavanço,porémquetempoucaafinidadecomaleituraeescrita.Analisando os resultados percebe-se que uma parte dos estudantes do Ensino Fundamental ainda precisam de intervenção na aprendizagem, e diante do exposto torna-se importante a implantação de uma Política constituída com metas, indicadores a serem perseguidos pela SEMECELT, Escolas e Alfabetizadores durante o processo de alfabetização inicial, que contemple também a formação contínua dos profissionais envolvidos no processo, e que tenha como alvo o acompanhamento aos professores diariamente por parte das equipes de monitoramento da SEMECELT, Supervisores e Gestores Pedagógicos das Escolas, que tanto Prefeito quanto demais Profissionais da Prefeitura possam comprometer-se e priorizar todas as ações necessárias frente ao desenvolvimento da Política de Alfabetização no Município de São Francisco do Guaporé.
2. DEFININDOASESTRATÉGIAS
Diante das análises realizadas até o momento, faz-se necessário a definição de novas estratégias e mudanças de percurso frente à ação alfabetizadora nas Unidades Escolares, prevendo o sucesso escolar de 100% dos estudantes matriculados na Rede Municipal de Educação.
Torna-se necessário a estipulação de metas para cada ano escolar e o comprometimento de todososprofissionaisparaoalcancedasmesmas.Assimsendo,as ações de reorganização da Rede serão as seguintes:
• TraçarmetasparaaSecretariadeEducaçãopara2024;
• LevantamentodoPerfildoprofessorapartirdosresultadosdos
estudantes;
• Indicador do compromisso com a alfabetização por parte da Prefeitura,
SEMECELT e da equipe gestora da escola a partir dos resultados dos estudantes;
• Indicadores que subsidiam a Gestão da SEMECELT na tomada de providência quanto ao avanço das crianças com necessidades de aprendizagem em relação à alfabetização;
• Trabalhoarticuladocomoutrasdivisõeseoutrosdepartamentos;
• Aproximação das ações daescolaedoprofessoralfabetizadorcoma SEMECELT a partir da devolutiva para as escolas e para os professores;Traçarestratégiasdeformaçãocontinuadatendocomodocumento balizadoro Referencial Curricular do Estado de Rondônia.
3. IMPLANTAÇÃODOPROGRAMAALFABETIZASÃOFRANCISCO
ApolíticadealfabetizaçãoAlfabetizaSãoFranciscoéumainiciativadaSecretaria
Municipal de Educação e que tem como objetivoprincipalalfabetizartodososestudantes da Rede Municipal até o 2º ano do Ensino Fundamental, e continuaroacompanhamento pedagógico personalizado aos estudantes do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com objetivo de oferecer subsídios necessários para o desenvolvimento das habilidades correspondentes a cada ano escolar em que a criança encontra-se matriculada.
Os Indicadores Nacionais mostram queashabilidadesdeleituraeescritaprevistas na Base Nacional Comum Curricular não estão sendo consolidadas no final do 5°ano, situação esta que requer um conjunto de esforços que envolvem todos os agentes responsáveis pelo processoeducativodaeducaçãoinfantil,osprofissionaisdasUnidades Escolares do Ensino Fundamental, os técnicos pedagógicos que atuam na Secretaria de Educação e toda comunidade escolar.
Mediante esta análise é necessário elencar estratégias de trabalho onde todos se sintam coparticipes no processo ensino e aprendizagemecomisso“ampliaraautonomia intelectual, a compreensão de normas e vidas social” (BRASIL,2017, p.55).
Para concretizar a alfabetização, a criança deve compreender progressivamente o desenvolvimento da consciência fonológica, a autonomia da leitura, a compreensão e produção de textos, com foco na apropriação do sistema da escrita alfabética, e em práticas de linguagem socialmente situadas.
A Base Nacional Comum Curricular também reconhece a especificidade da alfabetização e propõe a mescla de duas linhas de ensino: a primeira indica para a centralidade do texto e para o trabalho com as práticas sociais de leitura e escrita, a segunda soma a isso o planejamento de atividades que permitam aos alunos refletirem sobre o sistema de escrita alfabética (estudar, por exemplo, as relações entre sons e letras e investigarcomquantasequaisletrasseescreveumapalavra,eondeelasdevem estar posicionadas ou como se organizam as sílabas).
A elaboração do Programa, por meio de esforços conjunto e colaborativodetodos os setores da SEMECE e Unidades Escolares, surgem da necessidade de melhorar os processosdealfabetizaçãonasescolasdaRedevisandocontribuireapoiaras unidades escolares de forma colaborativa e interventiva para que a alfabetização aconteça nas turmas de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, conforme normatização do Referencial Curricular de Rondônia.
A proposta será implantada e implementada por meio dearticulaçãoecooperação entre a Secretaria e as Unidades Escolares, com o apoio dos demais setores que a compõem, tendo como parceiro o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia.
4.PÚBLICO BENEFICIADO
5.1 OBJETIVO GERAL
Esta políticapúblicaterácomopúblicoalvoascrianças,estudantesdo1ºao5ºano do Ensino Fundamental devidamente matriculados nas Unidades Escolares da Rede Municipal de Educação de São Francisco do Guaporé.
Garantir que as crianças, estudantes das escolas da Rede Pública Municipalde Ensino sejam alfabetizadas até o 2º ano do Ensino Fundamental e que osestudantesdo 3º ao5º possam construir fluência da leitura e conhecimento ortográfico.
5.2OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• ImplantareImplementaraPoíticapública Alfabetiza São Francisconas escolas que
• atendem do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com vistas a garantir que as crianças estudantes sejam alfabetizadas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental e que as crianças do 3º ano ao 5º ano possam construir uma leitura fluente e totalmente ortográfica;
• Acompanhar, monitorar e propor intervenções pedagógicas que potencializem o desenvolvimento de ações pedagógicas de alfabetização dos estudantes junto às escolas envolvidas;
• Auxiliarosprofessoresalfabetizadoresemsuasaçõespedagógicase formativas; Realizaracompanhamentopedagógicopersonalizadoaosestudantes do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental com o objetivo de oferecersubsídiosnecessários para o desenvolvimento das habilidades correspondentes a esse ano escolar.
6. ALFABETIZAÇÃOEFUNDAMENTOSPEDAGÓGICOS
Apropostapedagógicaestáembasadanasconcepçõesdealfabetizaçãoe letramentoedevemestarpresentesnasdiscussõessobreaprendizagemeensinoda alfabetização, de maneira a orientar os professores alfabetizadores em suas escolhas, do que ensinar e de como ensinar, baseado nas seguintes concepções:
Linguagem e ensino da língua: A língua é um sistema que tem como centro a interação verbal, que se faz através de textos ou discursos, falados ou escritos. Isso significaqueessesistemadepende da interlocução (Inter + locução = ação linguística entre os sujeitos) (Ferreiro e Teberosky, 1985).
Logo é possível perceber que esta concepção direciona o ensino da língua evaloriza as interações e usos da mesma em contextos sociais reais, rejeitando um ensino meramente transmissivo de conceitos e regras prontos para produções mecânicas.
Alfabetização e Letramento: O objetivodaalfabetizaçãoéensinaralereescrever, e o letramento dizem respeitoàaquisiçãodahabilidadedefazerusodaleituraedaescrita nos espaços sociais. Os processos de alfabetização e letramento são interdependentes, se bem articulados, levam a uma aprendizagem mais significativa. Aprender ler e escrever também requer compreender o mundo, o tempo, o espaço, a realidade em torno de si.
Para aprender a ler e a escrever é preciso apropriar-sedesseconhecimento, através da reconstrução do modo como ele é produzido. Isto é, é preciso reinventar a escrita. Os caminhos dessa reconstrução são os mesmos para todas as crianças, de qualquer classe social. (Emília Ferreiro 1996).
Conforme a Autora, a criança necessita interagir com esse meio social e ter a sua disposição uma grande motivação que venha proporcionar reinventar a escrita e criar caminhos para novas construções da escrita e leitura. De acordo com Ferreiro (1996), a alfabetização se inicia nos primeiros anos de vida da criança e o letramento pode estar presente desde a educação infantil. Sendo que o alfabetizar letrando significa propiciar às crianças um ambiente alfabetizador.
Osistemadeescritaalfabético,emlinhasgerais,significanaleituraacapacidadede codificar os sinais gráficos, transformando-os em “sons”, e, na escrita, a capacidade de decodificar os sons da fala, transformando-os em sinais gráficos.
O uso do conceito de letramento, de acordo comKleiman(1995surgiucomvistasa separar os estudos sobre o impacto social daalfabetização).Aospoucos,esteconceitose alargou, observando não mais os efeitos universais do letramento, mas a correlação desses efeitos com as práticas sociais e culturais dos diversos grupos que usam a escrita.
Portanto o termo letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender ler e escrever,bemcomooresultadodaaçãodeusaressashabilidadesempráticassociais,éo estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da língua escrita e de ter-se inserido num mundo organizado e letrado.
Ensino da Língua Escrita: A língua é um sistemaqueseestruturanousoeparao uso escrito e falado, sempre contextualizado. No entanto, a condição básica para o uso escrito da língua que é a apropriação do sistema alfabético, envolve da parte dos alunos, aprendizados muito específicos, independentes do contexto de uso, relativos aos componentes do sistema fonológico da língua e às suas inter- relações. (MEC, 2007).
A proposta pedagógica do Programa é alfabetizar letrando,quesignificaorientara criança para que aprenda a ler e a escrever levando-a a conviver com práticas reais de leitura e de escrita.
A ideia central é pautar o trabalho pedagógico na alfabetização como processo de apropriação do sistema de escrita, levando a criança compreender a base alfabética e ortográfica de maneira que possa ler e escrever convencionalmente e juntamente a essa ideia propõe-se o letramento, como processo de inserção e participação na cultura escrita.
Deve-se compreender que alfabetização e letramento são processos diferentes em suas especificidades, mas complementares, ambos devendo ser vivenciados simultaneamente, levando a criança não só a ser alfabetizada, mas a usar as habilidades de leitura e escrita em sua prática social.
Nosso desafio é conciliar esses processos para que ao final do 2º ano do ensino fundamental nossas crianças estejam de fato alfabetizadas e fazendo uso dessacondição em práticas sociais de leitura e escrita.
7. INDICADORESDEALFABETIZAÇÃOCOMOINSTRUMENTODE GESTÃO
A gestão por resultados no campo educacional se sustenta como uma política pública educacional com foco na melhoria dos índices de alfabetização no 1º, 2º e 3º, dando continuidade no 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.
APolíticaPúblicaAlfabetizaSãoFranciscoprevêadisseminaçãodaavaliaçãono município como ferramenta para tomadas de decisões políticas. Prevê também a criação de um plano de acompanhamento sistemático do desempenho de leitura e escrita dos estudantes, por meio de um programa de assessoramento junto aos professores, monitoramento dos indicadores, coleta e registro online dos resultados de avaliações aplicadas com regularidade pelas escolas.
Aprender a ler e escrever exige novas habilidades e se constituem num grande desafio a ser desvendado pela criança com relação ao seu conhecimento da linguagem.O desenvolvimento de um leitor social e crítico não depende apenas dainterpretação de textos, mas de uma atividade constante de leitura na escola e fora dela. Diante disso, é necessário valorizar o conhecimento que o aluno traz para a escola e oportunizar situações educativas concretas para que a aprendizagem aconteça de forma eficaz. É esse desenvolvimento que permitirá a construção do ser social, capaz de atuar dentro da sociedade de forma ativa.
O professor, enquanto agente de desenvolvimento social e cultural, deve ser experiente e saber com lidar com as crianças e suas dificuldades, ter conhecimento de atividades diversificadas para desenvolver com as crianças e sanar as dúvidas, trabalhar em um ambiente prazeroso, onde o aluno tenha vontade de permanecer e que tenha acesso a vários textos e imagens para explorá-las, ampliando o repertório de leitura e escrita.
Diante dessas expectativas de aprendizagem e em habilidades mínimas que os estudantes precisam atingir para avançar no processo, asavaliaçõesterãocomoobjetivos identificar o nível de aprendizado dos estudantes em cada fase, identificando não alfabetizado, alfabetização incompleta, alfabetizado a alfabetizado consolidado. (Ehri, 2013).Como identificar as hipóteses construídas pelos estudantes no processo inicial de alfabetização:
Nível – 1 Pré-alfabética |
Estudante identifica palavras tendo como suporte imagens conhecidas, cores e linhas, sem relação com a palavra falada. Escreve letras e números, ou só letras aleatórias. Conhece poucas letras. |
Nível – 2 AlfabéticaSemValor Sonoro | Designa uma letra para cada uma das sílabas, entretanto não necessariamente utiliza de letras com valor sonoro convencional atribuído à palavra emquestão.Éumgrande avanço no processo de alfabetização, poisnestemomento oindivíduoatravessa os níveis da escrita não fonética para uma escrita fonética. |
Nível – 3 SilábicaComValor Sonoro | A criança identifica que cada sílaba representada por uma vogal ou consoante que expressa seu somcorrespondente.Geralmente,ascriançaslançammãodas vogaispara representar cada valor sonoro. |
Nível–4Silábica– Alfabética | Quando a criança constrói a hipótese silábico- alfabética, ela não se contenta mais em registrar uma letraparacada emissão de som: ela sabe que isso não é mais uma solução aceitável como antes, quando estava na hipótese silábicocomvalorsonoro.Nestahipóteseoraescreve silábica, ora escreve alfabética. |
Nível–5 Alfabética | A criança escreve alfabeticamente algumas sílabas; para outras, permanece silábica. A criança abandona aideiade que a cada sílaba oral corresponde a uma letra, porque constata que é impossível ler o que se escreve silabicamente e ela ainda não consegue ler o que os alfabéticos escrevem. “uma criança que escreve alfabeticamente não está ainda plenamente alfabetizada, poiselapodenãoconhecerasregrasdaconvençãoda escrita” (AZENHA, 1995). |
Nível – 6 Ortográfico | No estágio ortográfico, a criança começa a perceber as irregularidades presentes entre os grafemas e fonemas. Aprende que será preciso memorizar certas palavras para poder pronunciá-las e escrevê-las corretamente. A criança passa ao reconhecimento visual direto das palavras pela estratégia lexical, não está mais na decodificação e estratégiafonológica.Valeressaltarque,asestratégias usadasemcadaestágionãosãoexcludentesepodem existir ao mes o tempo. (CAPOVILLA, 2004). |
Ter conhecimento sobre as hipóteses de escrita dos estudantes é de suma importância para o acompanhamento do processo de cada estudante existente nas Unidades Escolares, por isso todos os profissionais que realizam o monitoramento nas Escolas e os profissionais das instituições escolares são muito significativos para essa ação.
7.1 AOCONCLUIRO1ºANO,ESPERA-SEQUEACRIANÇASEJACAPAZDE:
● Participar de situações de interações sociais (rodas de conversa, rodas de leitura, rodas de estudo etc.), ouvindo com atenção, formulando perguntas e fazendo comentários sobre o tema tratado;
● Teroconhecimentodoalfabetoedamecânicadaescrita/leitura;
● Conseguir“codificaredecodificar”ossonsdalíngua(fonemas)emmaterial gráfico (grafemas ou letras);
● Desenvolver a consciência fonológica (dos fonemas do português do Brasil ede sua organização em segmentos sonoros maiores como sílabas e palavras);
● ConheceroalfabetodoportuguêsdoBrasilemseusváriosformatos(letras imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas);
● Estabelecer relações grafo-fônicas entre esses materialização da língua.
Paraisso,oestudanteprecisadominarosseguintesconjuntosde habilidades:
● Compreenderasdiferençasentreescritaeoutrasformasgráficas(outros sistemas de representação);
● Conhecer o alfabeto;
● Conhecer a natureza alfabética do nosso sistema de escrita;
● Dominar as relações entre grafemas e fonemas;
● Saberler,reconhecendoaspalavrascomsílabas canônicas;
● Desenvolveracapacidadedereconhecimentoglobaldepalavras(que chamamos de leitura “incidental”, como éocasodaleituradelogomarcasem rótulos), que será depois responsável pela fluência na leitura;
● Construir o conhecimento do alfabeto da língua em questão;
● Perceber quais sons devem representar na escrita e como;
● Construirarelaçãofonema-grafema:apercepçãodequeasletrasestão representando certos sons da fala em contextos precisos;
● Perceberassílabasemsuavariedadecomocontextofonológicodesta representação.
7.2 AOCONCLUIRO2ºANO,ESPERA-SEQUEACRIANÇASEJACAPAZDE:
● No 2º ano,osestudantesdevemsercapazesdeplanejarafala,adequando-a a diferentes interlocutores em situações comunicativas do cotidiano escolar (exposição oral e rodas em geral) com maior e menor formalidade;
● Ler,interpretareescrevercom autonomia;
● Escreverbilhetesecartas,emmeioimpressoedigital,e-mail,mensagemem rede social;
● Ler,comautonomiaefluência,textoscurtos,comtemaevocabulário adequados à sua faixa etária, silenciosamente e em voz alta;
● Decodificarfonemasemgrafemas,ouviceversa,utilizandooscódigose identificando os códigos linguísticos;
● Terfluêncialeitora;
● Dominaraescritadepalavrasformadasporsílabasdotipoconsoante/vogale sílabas complexas.
Habilidadesaseremalcançadas:
● Dominar as convenções gráficas (letras maiúsculas, minúsculas e cursivas);
● Conhecer o alfabeto;
● Compreender a natureza alfabética do sistema de escrita;
● Dominar a relação entre grafema e fonema;
● Saber decodificar palavras e textos escritos;
● Saberler,reconhecendoglobalmenteas palavras;
● Ampliar a sacada do olhar para porções de textos maiores que meras palavras, desenvolvendo assim fluência e rapidez de leitura; Diferenciar desenhos/grafismos (símbolos) de grafemas/letras (signos);
● Desenvolver a capacidade de reconhecimento global de palavras (que chamamos de leitura “incidental”, como éocasodaleituradelogomarcasem rótulos), que será depois responsável pela fluência na leitura;
● Construir o conhecimento do alfabeto da língua em questão;
● Perceber quais sons se deve representar na escrita e como construir arelação fonema-grafema: a percepção de que as letras estão representando certos sons da fala em contextos precisos;
● Perceberasílabaemsuavariedadecomocontextofonológicodesta representação.
7.3 AOCONCLUIRO3ºANO,ESPERA-SEQUEACRIANÇASEJACAPAZDE:
● No 3º ano, o estudante deve completar o processo de alfabetização se apropriando da ortografização, conforme definições da própriaBaseNacional Comum Curricular;
● Se apoderar davariaçãodasletrasparaumsom–/s/s,c,ç,x,ss,sc,z,xc;/j/ g, j; /z/ x, s, z; de vários sons para uma letra: s - /s/ e /z/; z - /s/,/z/; x - /s/, /z/,
/∫/, /ks/ e assim por diante; e até nenhum som para uma letra – h, além de vogais abertas, fechadas e nasalizadas (a/ã; e/é; o/ó/õ);
● Ter compreendido o Sistema Escrita Alfabética - SEA, seu funcionamento e consolidação desse processo, de modo que a criança possa ler e produzir, com autonomia, textos de gêneros distintos como, por exemplo, poemas, histórias, relatos pessoais, dentre outros;
● Ter compreensão em leitura e ser capaz de fazer produção de texto oral escrito.
● Terhalidadesleitoracomvelocidade,precisãoeprosódia.
Habilidadesaseremalcançadas:
● Saberler,reconhecendoglobalmenteas palavras;
● Ampliar a sacada do olhar para porções de texto maiores que meras palavras,desenvolvendoassimfluênciaerapidezdeleitura(fatiamento);
● TercompreensãodoSEAeoseufuncionamento;
● Apropriar-se da variedade de língua oral falada e da língua escrita;
● Apropriar-sedasrelaçõesfono-ortográficas que apresentam relação regular direta entre fonema e grafema;
● Apropriar-sedasrelaçõesentreavariedadedelíngua oral falada e a língua escrita (perspectiva sociolinguística);
● Apropriar-se dos tipos de relações fono-ortográficas do português do Brasile da estrutura da sílaba do português do Brasil (perspectiva fonológica);
● Dominar a leitura fluente e a escrita;
● Produzircomautonomiatextosdegênerosdistintos,comoporexemplo,poemas, histórias, relatos pessoais, dentre outros.
Para que essa prática seja relevante, na saladeaulaeemcasa,énecessárioque as atividades propostas suscitem e desenvolvam nos alunos a vontade de ler ede escrever.
7.4 AOCONCLUIRO4ºANO,ESPERA-SEQUEACRIANÇASEJACAPAZDE:
● Participar de situações de intercâmbio oral querequeiramouvircomatenção, intervir sem sair do assunto tratado, formular e responder a perguntas justificando respostas, explicar e compreender explicações, manifestar e acolher opiniões, fazer colocações considerando as anteriores;
● Apreciar textos literários;
● Selecionar,emparceria,textosemdiferentesfontesparaabuscadeinformações;
● Localizar,emparceria,informaçõesnostextos,apoiando-seemtítulosesubtítulos, imagens e negritos, e selecionar as que são relevantes;
● Ajustar a modalidade da leitura ao propósito e ao gênero;
● Reescrever e/ou produzir textos de autoria com e sem o apoio do professor;
● Revisar textos coletivamente com a ajuda do professor, prestando atenção aos aspectos de coerência, coesão e ortografia.
Habilidadesquedevemtersidodominadas:
● Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado;
● Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global;
● Inferir informações implícitas nos textos lidos; Inferirosentidodepalavrasou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto;
● Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração doscolegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo reformulações, correções de ortografia e pontuação;
● Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegasecomaajuda do professor, ilustrando, quando for ocaso,emsuporteadequado,manualou digital;
● Lerecompreender,deformaautônoma,textosliteráriosdediferentesgêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores;
● Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequência de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens;
● Demais competências e habilidades previstas na BNCC e garantidas no RCRO para o 4º ano.
7.5 AOCONCLUIRO5ºANO,ESPERA-SEQUEACRIANÇASEJACAPAZDE:
● Participar de situações de reciprocidade oral que requeiram ouvir com atenção;
● Intervir sem sair do assunto;
● Formular e responder as perguntas justificando respostas;
● Explicar e compreender explicações, manifestando e acolhendo opiniões;
● Argumentar e contra argumentar;
● Participar de situações de uso da linguagemoralutilizandoprocedimentosda escrita para organizar a exposição, apreciando textos literários;
● Elaborar textos escritos para explicitar o que aprendeu;
● Preparar exposições orais, selecionando textos de acordo com os propósitos de leitura, antecipando a natureza do conteúdo e utilizando a modalidade de leitura mais adequada;
● Utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão durante a leitura;
● Reescrever e produzir textos utilizando procedimentos de escritor; Revisar textos, próprios e dos outros, emparceriacomcolegas,comintenção de evitar repetições, ambiguidades, erros ortográficos e gramaticais.
Habilidadesaseremdominadas:
● Ler/ouvir e compreender,comautonomia,anedotas,piadas,cartuns,poemas, minicontos, entre outros textos do campo artístico- literário, em diferentes mídias, considerando a situação comunicativa, o tema/ assunto, a estrutura composicional e o estilo do gênero;
● Observar, na leitura de anedotas, piadas, cartuns, poemas, minicontos, entre outros textos, recursos multissemióticos (de áudio, de vídeo, imagens estáticas e/ou em movimento, cor etc.) em diferentes mídias;
● Planejar e produzir, com autonomia, anedotas, piadas, cartuns, contos, entre outros textos do campo artístico-literário, considerando a situação comunicativa, o tema/ assunto, a estrutura composicional e o estilo dogênero;
● Lerecompreender,deformaautônoma,textosliteráriosdediferentesgêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas e autores;
● Inferir informações implícitas, na leitura de textos de diferentes gêneros;
● Identificaraideiacentraldetextosdediferentesgêneros(assunto/tema), demonstrando compreensão global;
● Inferirosentidodepalavrasouexpressõesdesconhecidas,naleituradetextos de diferentes gêneros;
● Utilizar conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia,regras básicas de concordância nominal e verbal;
● Pontuação (ponto final, ponto de exclamação,pontodeinterrogação,vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso;
● As demais competências e habilidades previstas na BNCC, e garantidas noRCRO para o 5º ano.
8. EIXOS ESTRUTURANTES DA POLÍTICA DE ALFABETIZAÇÃO
1. AvaliaçãodaPolíticadeAlfabetização;
2. Compromissoeengajamentodas equipes da Prefeitura e das Secretarias de todas as instâncias com a alfabetização dos estudantes;
3. Formação Continuada para Professores e Equipe Gestora;
4. Monitoramento do Ensino Aprendizagem;
5. Gestão e Gerenciamento da Política de alfabetização Alfabetiza São Francisco;
6. ValorizaçãoProfissional.
8.1 EIXOI-AVALIAÇÃODAPOLÍTICADEALFABETIZAÇÃO
Aavaliaçãoaconteceráemtrêsetapas, aplicada a todos os estudantes do 1º, 2º, 3º, 4º e 5º ano:
● A Avaliação Diagnóstica será aplicada no início do ano letivo, preferencialmente antes do término do 1º bimestre;
● A Avaliação Diagnóstica será aplicada no início do ano letivo, preferencialmente antes do término do 1º bimestre;
● AvaliaçãodeResultadosFinaisseráaplicadaentreaúltimasemanade novembro e a primeira semana de dezembro.
Diante dos resultados alcançados pelas crianças eaanálisedetalhadadosdados, a Secretaria juntamente com a gestão escolar deverão traçar estratégias de trabalho personalizada, ou seja, conforme a necessidade da situação encontrada.
8.1.1 Estabelecimentodemetas
● 85% de alunos alfabetizados no 1º ano (de acordo com o perfil de saída do 1ºano). Até o final do 2º Bimestre os 15% de estudantes que não foram alfabetizados no 1º ano, deverão estar alfabetizados no 2º ano;
● 100% de alunos alfabetizados no 2º ano (de acordo com o perfil de saída do 2ºano);
● 100% de alunos alfabetizados no 3º ano, leitor fluente, ampliaçãodaleiturae compreensão de texto (de acordo com o perfil de saída do 3ºano);
● 100% de estudantes lendo, compreendendo, produzindo e analisando diferentes gêneros no 4º ano (de acordo com o perfil de saída do 4ºano);
● 100% de alunos compartilhando a escolha de obras literárias, leitura, escuta, comentários, efeitos das obras lidas e usando o conhecimento sobre os autorespara interpretar os textos no 5º ano (de acordo com o perfil de saída do 5º ano.
● Elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Basica-IDEB de 5.4 em 2021 para
6.0em2024tendosemprecomoalvooalcancedasmetasestipuladaspeloMinistério da Educação-MEC previsto para este Município;
● Reduzir o abandono e a evasão;
● Planejar Plano de Ação para os alunos que não alcançaremníveis satisfatórios de aprendizagem ao final do 1º semestre.
8.2 EIXOII–COMPROMISSOEENGAJAMENTODASEQUIPESDASECRETARIAE TODAS ASOUTRAS INSTÂNCIAS COM A ALFABETIZAÇÃO DOS ESTUDANTES
● Leitura e apropriação das ações da Política de Alfabetização da rede Mnicipal
● Participaçãodasaçõesvoltadasàimplantação,divulgação,organizaçãoe cumprimento do Programa Alfabetiza;
● Cumprimento das atividades sob a responsabilidade de cada Diretoria;
● DiálogopermanenteentreasDivisõesevitandoruídosentreosagentes envolvidos;
● Cumprir os prazos estipulados nos instrumentais de monitoramento das ações.
8.2.1 Fortalecimento da Ação Pedagógica
Pormeiodeaçõesquevisemosucessodascrianças,etambémosucesso profissional e pessoal de todos os atores educacionais envolvidos.
Naáreapessoal:acolherestapolíticacomcompromissoecolocar-seàdisposição do serviço do desenvolvimento humano e da construção da cidadania.
Na área profissional: saber da importância do seu papel como educador na sociedade, estando acessível aos desafios diários a serem superados.
Para tal fortalecimento elencamos algumas ações:
● ApropriaçãodapropostadaPolíticaAlfabetizaSãoFranciscoportodosos atores envolvidos;
● Implementaçãodegestãoorientadaporresultadoscomfoconasmetas alcançadas estabelecidas no Programa;
● Formaçõescontinuadas,lideradaspelaequipedeprofissionais da Diretoria Pedagógica da SEMECELT;
● Envolvimento e engajamento de toda equipe escolar;
● Fortalecimento dagestãoescolar,noquecorrespondeàsaçõespedagógicas, focando na liderança, responsabilidade e comprometimento dos gestores;
● Fortalecimento do apoio dos supervisores escolares, orientadores educacionais com as turmas atendidas.
● Fortalecimento da responsabilidade e comprometimentodospaise/ou responsáveis pelo acompanhamento da vida escolar da criança;
● Estipular e cumprir metas da Política Alfabetiza São Francisco, no que se refere à alfabetização das crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, considerando o disposto no Referencial Curricular do Estado de RO - RCRO.
8.2.2 AMudançanaPráticaPedagógicadasEscolas
A primeira mudança é a equipe escolar acreditar no potencial da criançaestudante, estando presente integralmente em todas as horas letivas, contando com o apoio de todos os profissionais que estão envolvidos no processo educacional, sendo compartilhadas ações, planejamento, avaliações no que se refere ao aprender e ao ensinar. Para tal mudança elencamos alguns aspectos:
● A equipe escolar deve estar engajada ecomprometida,aceitandoosdesafios profissionais e pessoais;
● O profissional que atuará nas turmas de 1º ao 3º ano deverá atender as especificidades correspondentes ao perfil alfabetizador;
● O profissional que atuará nas turmas de 4º e 5º ano deverá atender as especificidades correspondentes ao professor que dará continuidade ao processo de alfabetização e ortografização do processo;
● O ambiente para atendimento das crianças estudantes deverá ser estimulador, contando com organizaçãodotempoeespaçoparaeficiênciado ensino e da aprendizagem;
● O número de crianças por sala de aula atenderá as legislações vigentes;
● Osuportedaequipegestorajuntoaoplanejamentodeauladoprofessor deverá oferecer entre eles troca de experiências; Fortalecer o trabalho em equipe, voltados às ações pedagógicas;
● Assegurar o monitoramento dos indicadores de alfabetização e inserção no sistema de monitoramento;
● Assegurar o monitoramento e a avaliação periódica da execução e dos resultados do Programa;
● Promover o acompanhamento sistemático dos resultados mensais, da progressãodaaprendizagemdosestudantesregularmentematriculadosno1º ao 3º ano do Ensino Fundamental;
● Avaliar o impacto na aprendizagem dos estudantes, com o objetivo de gerar evidências para seu aperfeiçoamento.
8.2.3 Umanovarotinadesaladeaula
As habilidades de vida na prática e os talentos a serem desenvolvidos devem ser estimulados e fazerempartedarotinadascrianças.Éprecisocriarumambienteseguroe ordenado, que favoreça a todas as crianças a oportunidade de participar e construir um ambiente alfabetizador, conduzido pelo afeto, visando a implementação dascompetências no desenvolvimento integral das crianças.
Ao planejar o cotidiano da sala de aula e garantir o tempo necessário para cada atividade, o professor dará ao aluno aoportunidadedeparticiparativamentedoprocesso de sua própria aprendizagem.
Para tanto retomamos os grandes eixos de aprendizagem dos alunos, sendo eles:
Linguagem oral: A linguagem oral, incluindo fala, escuta e compreensão, acompanha todas as interações que as crianças estabelecem na prática social. É assim que os alunos se adaptam à cultura escolar desde o momentoemqueentramnaescola. As crianças ingressam na escola pela linguagem, com ossignosdeclassesocial,origem e identidade cultural composta por saberes, crenças e valores. Portanto, trazem a diversidade linguística do grupo social a que pertencem.
Para que as escolas da Rede Municipal promovam efetivamente o processo de aprendizagem dos estudantes no processo de alfabetização do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, é necessário reconhecer a diversidade, livrar-se dos preconceitos educacionais existentes nas falas das classes populares e acolher todas ascriançasque trazem sua bagagem cultural, pois entendemos que a população brasileira fala de maneirasdiferentes,dependendodo espaço geográfico, da classe social e do gênero que ocupam, por isso se faz mais do que necessário a ampla valorização da linguagem oral em sala de aula.
Leitura: A leitura deve existir durantetodooprocessodealfabetização,comouma atividade permanente e que deve ser enfatizada no planejamento do professor. Os mais diversos textos devem ser utilizados, listas, textos pequenos, paródias,
parlendas,advinhas,poemase outrosquepossam proporcionar ao aluno diversidade de leituras.
Análise linguística (conhecimento do sistema): Essa prática está ligada à sistematizaçãodaalfabetização,propondoreflexõessobreosistemadeescritaalfabética, o funcionamento da língua e de outras línguas. Há também a necessidade deensinaras especificidades dessa prática de linguagem nas mídias digitais. Assim, podemos apontar a importância de que o professor utilize as novas tecnologias como uma prática pedagógica, estimulando os estudantes à visão crítica sobre a utilização das ferramentas digitais, considerando os aspectos éticos, estéticos e políticos.
Produção textual: é importante que o professor utilize as estratégias necessárias para que os estudantes tenham odomínioprogressivodahabilidade para a produção de textos em diferentes gêneros, sempre tendo em vista a interatividade e a autoria. Neste eixo o professor pode adotar metodologias que proponham aos alunos a liberdade da escrita, de acordo com suaspossibilidades, ainda que de maneira não convencional.
8.2.4 PerfildoProfessorAlfabetizador
Para exercer a prática Pedagógica frente à Política Municipal de Alfabetização Alfabetiza São Francisco, os professores alfabetizadores para atuarem nos 1º, 2º, 3º, 4°e 5° anos do Ensino Fundamental necessitam possuir as seguintes competências:
• Ter domínio dos conhecimentos necessários ao desenvolvimento do ensino da leitura e da escrita na perspectiva daalfabetização e letramento;
• Ser assíduo e pontual, evidenciando compromisso com os processos pedagógicos e de gestão orientados pela escola;
• Terhabilidadesparainteragircomascriançasdestafaixa etária, dinamizando o processo pedagógico e promovendo situações lúdicas de aprendizagem;
• Tersensibilidadeparalidarcomadiversidadesocial,cultural, de gênero, etnia e religiosa;
• Participar semanalmente das reuniões de Planejamento do Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo - HTPC;
• Participar dosencontrosdeformaçãopromovidospelaRede, comatitudesdecomprometimentoparagerarmelhoresresultadosnosprocessos de alfabetização.
8.2.5 Papéis e responsabilidades dosProfissionais que atuam em prol da qualidade do ensino
Trata-se de um compromisso conjuntodaPrefeituraeSecretariaMunicipal de Educação de São Francisco do Guaporé, com as equipes das escolas – gestores escolares, supervisores escolares, professores alfabetizadores e famílias, em assegurar que todas as crianças estudantes da Rede estejam alfabetizadas até os 7 anos de idade, ao término do 2º ano do ensino fundamental.
Ao aderir a esta proposta, os responsáveis envolvidos comprometem-se a:
Prefeito:AdotaraPolíticaMunicipaldeAlfabetizaçãoAlfabetizaSãoFrancisco como prioridade, isto é, como proposta daSecretariadeEducaçãoparaaprática da equidade e da qualidade da aprendizagem a ser implementada até o 5° anodo Ensino Fundamental;
• Garantiraadoçãodosinstrumentoslegaisnecessáriosà implantação da política educacional definida;
• Assegurar os recursos humanos, materiais e financeiros compatíveiscomoProgramaecomapolíticaeducacional estabelecida;
• Acompanharosresultadoseocumprimentodasmetas definidas pela Secretaria de Educação;
• DelegaràSecretariadeEducaçãoaexecuçãodoPrograma, dando-lhe a autonomia e o apoio que a função exige.
• Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SEMECELT: De acordo com o Organograma da SEMECELT, será da competência de cada Diretoria:
● AsseguraroProgramacomopolíticadaSecretariadeEducaçãopara os cinco anos iniciais de alfabetização do Ensino Fundamental;
● ApresentaroProgramaaosGestoresEscolares,comotambémaos demaisProfissionaisenvolvidosnoprocessoensinoaprendizagem;
● Assegurarrecursoshumanos,físicos,materiaisefinanceiros necessáriosparaaimplementaçãosatisfatóriadoPrograma:
Coordenadores
• OCoordenadordaPoíticadeAlfabetizaçãoAlfabetiza São Francisco
e equipe de técnicos de acompanhamento pedagógico organizada deverão realizar acompanhamento sistemático junto aosSupervisores Escolares;
• Garantir a reprodução dos documentos e instrumentais (fichas, cartazes, documentos orientadores,formulários necessários), e
apresença deprofessores e supervisores às formações.
Integrar as ações, resultados e práticas do Programa às demais ações da Secretaria;
• Acompanhar o desenvolvimento e os resultados;
Garantir formação continuada dos professores alfabetizadores e gestores escolares;
• Monitorar e assessorar as Unidades Escolares que atuam comturmas de 1º, 2º e 3º anos, monitorando a ação alfabetizadora visando o avanço dos estudantes para a hipótese de escrita alfabética;
• Monitorar e assessorar as Unidades Escolares que atuam com turmas de 4º e 5º anos, oferecendo suporte pedagógico na ação alfabetizadoraprevendooavançodoestudantenafluênciadaleitura;
● Acompanhar o avanço dos estudantes frente ao desenvolvimento de competências e habilidades do currículo estipuladas para o ano em curso;
● Estabeleceratitudescolaborativas,respeitosaseescutaempática ativa junto às lideranças da rede.
Professor Formador da rede de Ensino
● Acompanharaimplementaçãodasaçõesdapolíticaeducacionale subsidiar as decisões da Secretaria de Educação com os dados relevantes à política de alfabetização:
● Conhecerdetalhadamenteosinstrumentosgerenciaisepedagógicos da Política Educacional.
● Assessorar e monitorar as escolas queatuamcomturmasde1º,2ºe 3º anos sistematicamente conforme o fluxo de acompanhamento gerencial;
● Assessorar, monitorar a ação da Supervisão Escolar que atua com turmas de 1ºao3ºanosacadatrintadias,observandooprocessode aprendizagem das crianças de acordo com os resultados das Sondagens de Aprendizagem promovidas quinzenalmente;
● Promover análise dos dados de acompanhamento das aprendizagens das crianças e criar estratégias para o alcance das metas estabelecidas pelo Programa;
● Garantir a fidedignidade e a permanente atualização dos dados;
● Dar devolutivas das análises às escolas e ao Secretário (a) de Educação;
● Formar equipe de professores formadores, garantindo tempo para estudo, material pedagógico e equipamento tecnológico;
● Buscar manter equipe permanente de formadores, evitando rotatividade de professores, o que pode causar atrasos noandamento das ações conjuntas;
● Garantir formação continuada aos professores alfabetizadores e gestores escolares;
● RealizarestudoscomasdemaisDiretoriasdaSEMECELTsempreque julgar necessário;
● Apoiar, fortalecer e orientar os supervisores escolares das unidades escolares, com base nas informações por eles levantadas eemsuas próprias informações;
● Estabelecer e promover atitudes colaborativas, respeitosas e escuta empática ativa junto aos profissionais da rede.
GestoresEscolares:
● AderiràPolíticaMunicipaldeAlfabetizaSãoFranciscoemanteros
alinhamentos necessários comasdiretrizesgerenciaisepedagógicas da Secretaria de Educação:
● Apresentar as açoes estratégicas à comunidade escolar e mobilizar seus atores para o sucesso da implementação;
● Garantir suporte técnico, administrativo e pedagógico ao desenvolvimento das ações do supervisor escolar e do professor alfabetizador;
● Contribuir e apoiar o Profissional Orientador Educacional, na realização de buscas ativas escolares, primando pela frequência de todos os alunos, prevendo a aprendizagem de todos;
● Gerenciar mensalmente o acompanhamento das metas e dos indicadores educacionais e de alfabetização das turmas de 1º ao 5º ano e frequência de professores;
● Monitorar a frequência de alunos, dias letivos
● Proporcionar meios para que os professores alfabetizadores participem das formações oferecidas pela SEMECELT;
● Garantir que os professores que atuam nas turmas de 1º, 2º e 3º anos atendam aos critérios de professor alfabetizador;
● Acompanhar, avaliar a atuação e os resultados do trabalho do Supervisor Escolar e dos professores;
● Estabelecer e promover atitudes colaborativas, respeitosas e escuta empática ativa junto aos profissionais da escola e famílias;
● Promover liderança junto aos membros da comunidade escolar no alcance das metas da escola e gerar oportunidades para aproximar as famílias da comunidade escolar.
Supervisores Educacionais
Promover juntamente com os professores e gestoresodesenvolvimentodo Alfabetiza São Francisco na unidade escolar;
● Dirigir o planejamento docente auxiliando os professores nas dificuldades encontradas na sala de aula apontando soluções didáticas;
● Conduzir o HTPC evidenciando os aspectos desafiadores da alfabetização promovendo estudo sobre o caso analisando osdadosdecadaturmaetomando decisões conjuntas com professores e gestores;
● Criar uma cultura com os professores para o desenvolvimento pedagógico com observações de aula periodicamente apresentando hipótesesparamelhorar a eficiência de ensino;
● Verificar os preenchimentos dos instrumentais de acompanhamento de aprendizagem realizado pelos professores e fornecer os dados ao TCE/RO com regularidade.
● Estimular os professores em compartilhar experiências inovadoras e exitosas despertando o interesse pela criatividade e novas dinâmicas.
ProfessoresAlfabetizadores:
● Aderir ao Termo de Compromisso correspondente às metas da Política de Alfabetização:
● Conhecer detalhadamente as propostaseosinstrumentosgerenciais e pedagógicos, com destaque para osindicadoresdemonitoramento que serão acompanhados sistematicamente;
● Participar das reuniões de Planejamento do HTPC (Horário de Trabalho PedagógicoColetivo)umavezporsemananaescolajuntoaosupervisor escolar;
● Planejar suasaulasecumprirarotinaeocronogramadefinidono planejamento;
● Acompanhar o desenvolvimento dos alunos através da observação diária;
● Promovermomentosde Recomposição da Aprendizagem (Reforço Escolar) aos estudantes que necessitam avançar no processo de aprendizagem;
● Registrar suas observações em locais e formulários específicos, e utilizá-lasnaelaboraçãodosplanejamentos,tendoosindicadoresdealfabetizaçãocomo balizadores de suas observações e atividades;
● Preencher mensalmente os instrumentais,fichadeleitura,escritaeoralidade, e assegurar que os estudantes preencham diariamente o Cartaz de Acompanhamento;
● Promover a aproximação das famílias e a presença dos alunos às aulas;
● ComunicaraoProfissionalOrientadorEducacionalquantoasinfrequências dos estudantes,após2 (duas) faltassem justificativas pelos pais/responsáveis;
● Estabelecer atitudes colaborativas, respeitosas e escuta empática ativa junto aos alunos e colegas da escola;
● Garantir a fidedignidade e a permanente atualização dos dados;
● Participar dos encontros deformaçãopromovidospelaSEMECELTcomatitudes de comprometimento para gerar melhores resultados nos processos de alfabetização;
● Participar da construção de materiais correspondentes ao atendimento crianças estudantes da alfabetização.
Família:
● Assegurar o cumprimento da frequênciadacriançaestudantenosdiasletivos e com a pontualidade de vida;
● Comunicaraoprofessor,casoacriançapreciseseausentar,omotivoda infrequência escolar, apresentar atestado médico se a mesma for levada à Unidade de Saúde para consulta;
● Acompanhar diariamente as atividades e ações pedagógicas propostas pelo
(a) professor (a) alfabetizador (a);
● Encaminharacriançaestudanteduranteosdiasehoráriosmarcadospara participar da Recomposição da Aprendizagem (Reforço Escolar);
● Assegurar que o material escolar esteja adequado às
necessidades educativas correspondentes à faixa etária da criança estudante;
● Participar das reuniões de pais propostas pela Unidade Escolar;
● Estabelecer atitudes colaborativas, respeitosas eempáticasjunto aos profissionais da escola e estudantes.
8.3 EIXOIII-FORMAÇÃOCONTINUADAPARAPROFESSORESEEQUIPE GESTORA
A Formação da Rede Municipal de Educação de São Francisco do Guaporé vem sendo promovida desde o início do ano de 2023 pontualmente, foram intensificadas e passaram a ser promovidas mensalmente nas escolas tratamento.
A Implantação da Política de Alfabetização Alfabetiza SãoFranciscotrazcomoum dos eixos estruturadores a formação dos profissionais que atuarão frente as turmas iniciais do ensino fundamental, também nos direciona para a valorização do fazer pedagógico, realiza o monitoramento e acompanhamento da prática pedagógica do professor alfabetizador nas Unidades Escolares e das formações programadas pela Equipe Gestora Escolar (no chão da escola) e Equipes da SEMECELT.
As ações estratégicas propõe um itinerário formativo em alfabetização, de modo a contribuir continuamente para o aperfeiçoamento e apropriação de conhecimentos, e práticas em alfabetização, junto aos professores dos anos iniciais e profissionais que assessoram os professores nas Unidades Escolares e equipes técnicas da SEMECELT.
Este itinerário formativo prevê encontros de formação inicial no início doanoletivo e de formação continuada bimestral com os professores alfabetizadores do 1°ao3°ano, como também encontros mensais para analisar os resultados de desempenho dos estudantes frente à alfabetização. E além da formação em serviço realizada nas escolas por meio das reuniões de HTPC semanais junto aos Supervisores Escolares.
8.3.1 FormaçãoContinuadadeProfessoresAlfabetizadores
No intuito de ampliar o conhecimento teórico e fortalecer as boas práticas educativas nas turmas de 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, far-se-á necessário ofertar aos professores um leque de formações que os levem a refletir sobre os conhecimentos jáinternalizados,bemcomo,àquelesquepordemandadocontextoedas realidades vividas por seus alunos. Assim, nessa etapa de formação do professor alfabetizador da Rede Municipal de São Francisco do Guaporé, além de oferecer o conhecimento teórico do processo de alfabetização, buscaremos dar voz ao professor,a fim de que as experiências exitosas e as dificuldades sejam o pano de fundo de todo processo formativo, e que resultem no aperfeiçoamento profissional.
Nos encontros formativos pretende-se estreitar ainda mais os vínculos entre técnicos educacionais, professores e supervisores, pois essa ação fortalecerá a alfabetização dos estudantes, como preconiza os documentos norteadores da educação. Além de contribuir, junto ao docente, para execução do trabalho de excelência, mantendo-o informado e estimulado, seguindoastendênciaseducacionais,asdemandas locais e a realidade do seu território, desenvolvendo nas crianças o engajamento no processo de aprendizagem, ao longo do seu desenvolvimento linguístico e cognitivo.
8.3.2 AçõesPrevistas
● Oficinas de formação para professores alfabetizadores do 1° ao 5° ano contendo embasamento teórico e oficinas práticas de “mão na massa”, apartir dos componentes curriculares (confecção de materiais concretos para cada etapa de ensino);
● Seminário de práticas exitosas e troca de experiências através das rodas de conversa.
8.3.3 FormaçãoContinuadaàEquipeGestora
Ao abordar a temática da formação continuada paraaequipegestora,deve-seter a clareza de que essa equipe necessita estar a par de todas as ações, programas e projetosimplantadosnasUnidadesEscolares,vistoquenodesenvolvimentodoPrograma todos os atores das escolas devem estar alinhados paraalcançarosobjetivospropostos, por entenderem a importância do alinhamento das ações previstas no Programa de Alfabetização.
OProgramadeAlfabetizaçãoAlfabetizaSãoFranciscoestaráoportunizando
formações à equipe gestora que contribuirão com o desenvolvimento da capacidade de liderança, demonstrando visão estratégica, tomada de decisões e condução de grupo, habilidades para o trabalho em equipe e cuidado com o desempenho daescola,alémde instrumentos para a orientação da rotina escolar, de modo a evidenciar a importância da gestão da aprendizagem nos anos iniciais.
Dessa forma, apresenta-se a seguir as ações direcionadas a esse grupo de profissionais:
● Oficinas de leitura e interpretação de gráficos de Indicadores Educacionais e construção de gráficos e tabelas;
● OficinassobreorganizaçãodeHoráriodeTrabalho Pedagógico Coletivo (HTPC);
● Oficinassobreclimaescolar,gestãodarotina escolar;
● Oficinas sobre gestão de equipes, darereceberfeedbacks,soluçãode conflitos;
● Seminário de práticas exitosas e socialização dasexperiências vivenciadas ao longo do programa.
8.3.4 MetodologiaaserutilizadasnasAçõesPropostas
Ao propor formação continuada aos atores educacionais, equipes gestoras e professoresalfabetizadores,tem-seaconsciência de se tratar de uma parte importante na
formaçãoprofissionaldoeducador,diantedisso,oProgramaAlfabetizaSãoFrancisco
estará propondo sessões de estudos e formação em serviço, visando alcançar os objetivos propostos. Serão realizadas também oficinas de formação de professores alfabetizadores com arcabouço teórico e oficinas práticas prevendo a mão na massa, a partir dos componentes curriculares. Ressalta-se que, os encontros formativos teóricos e práticos de alfabetização serão previstos em cronograma, no qual estarão definidos os dias, horários, temáticas e público alvo de cada oficina.
Oficinaspara troca deexperiênciaserealizaçãodeatividadespráticas,em especial a produção de jogos, de vídeos e outros materiais que ampliem o leque de metodologias e estratégias que orientem o professor e a equipe gestora numa melhor condução às práticas de alfabetização.
Ao refletir sobre as descobertas e avanços que ocorrem no cotidiano escolar no processo de alfabetização, esses feitos em sua maioria nãoestãopresentesemrevistas, livros e outros periódicos que tratam desse tema. Eles por muitas vezes se perdem na memóriaounosregistrosindividuaisdosnossosprofissionais.Aaçãodeboaspráticasde alfabetização valoriza o trabalho realizado pelos professores com experiências exitosas nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino de São Francisco do Guaporé, para tanto, é fundamental que cada ator façaoregistrodaspráticaseducacionaisvivenciadas, sendoqueasevidênciasserãoprimordiaisnesseprocessoformativo,ademaisutilizar-se-ão os registros na produção de textos acadêmicos, banco de registro de experiências exitosas que possibilite futuras publicações, ou ainda, na capacitação dos profissionais potencializando a formação continuada dos professores e elevando a qualidade do ensino ofertado.
Aspira-se com estas ações valorizar as inúmeras experiências e o número de profissionaisdaequipegestoraedeprofessoresalfabetizadoresdaRedeMunicipalde Educação. Pretende-se propor momentos para socialização, através da realização de Seminários de Práticas Exitosas. SegundoFreire(1983),oCírculodeCulturaéodiálogo, é a pronúncia do mundo, ou seja, é o processo de ler o mundo, problematizá-lo, compreendê-lo e transformá-lo. Dessa forma, considera-se crucial este momento de socialização de experiências ao proporcionar o diálogo através dos atos de fala e de escutados profissionais de educação.
AsoficinasdeleituraeinterpretaçãodegráficosdeIndicadoresEducacionaisedos indicadores específicos de alfabetização monitorados pelo Programa, a construção de gráficos e tabelas destinadas às equipes gestoras seguem as tendências mundiais, ou seja, a cada dia estamos atentos aos números, visto que eles nos mostram sobre a realidade do cenário educacional.
A partir do conhecimento e do uso correto dessa ferramenta certamente consolidaremos experiências muito mais exitosas nas unidades educacionais. Deste modo, uma gestão permeada por diferentes processos que envolvem ações de planejamento, execução e avaliação requer respostas urgentes e assertivas às necessidades sociais da população atendida. Deve ser desenhada e realizada, com fundamentação, para não comprometer os resultados que se deseja alcançar, tendo em vista que os indicadores sociais possibilitam informações importantes, que nos permitem avaliar aonde vamos, onde estamos e de que forma seguir, em relação aos valores e alcance dos objetivos previamente identificados.
Além do conhecimento e uso dos indicadores sociais, considera-se também extremamente relevante que os gestores e equipe pedagógica tenham o domínio da produção e leitura de gráficos e tabelas. Essa relevância está ligada diretamente ao cenário que vem sendo construído ao longo dos anos, onde se constata que a leiturae interpretação de gráficos e tabelas é uma habilidade importante para o conhecimento de dados relacionados a assuntos do nosso cotidiano e da sociedade em geral. Écertoque todos osdiasnosdeparamoscomgráficosetabelasnasredessociais,internet,televisão, jornais, documentos oficiais a fim de facilitar a agilidade no conhecimento de determinados assuntos ou temas.
As oficinas sobre organizaçãodeHoráriodeTrabalhoPedagógicoColetivo-HTPC consistem em momentos de atividades de planejamento e execução de demandas educacionais. O Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo - HTPC, é o marco legal da garantiadessetempoproporcionadoaoprofessor,ocorreuem2008atravésdaLei11.738 (LeidoPisoNacional)quegarante1/3dajornadalaboralparaatividadesextraclasse destinada para estudos, planejamento e avaliação.
8.3.5 Organização metodológica das ações de formação
Ao pensar nas formações continuadas propostas para atendimento aosgestorese professores alfabetizadores da Rede Municipal, seria interessante considerar caminhos diversos, ou seja, momentos teóricos com abordagem de conceitos básicos, prevendo revisar os estudos científicos aprendidos na formação inicial e associando-os compráticaseducacionais,passandoaser momentos de pesquisas e descobertas durante a prática docente e que muito contribui com o aprofundamento teórico frente à educação. Segundo Demo (1996, apud FURLAN e NASCIMENTO, 2007, p. 6) “educar pela pesquisa tem como condição essencial primeiraqueoprofissionaldaeducaçãoseja pesquisador, ou seja, maneje a pesquisa como princípio científico e educativo e a tenha como atitude cotidiana”. Desse modo, integrar a formação dos professores e demais profissionais com a pesquisa possibilitará aos mesmos construírem sua praxe pedagógica, trazendo uma prática docente fundamentada diante das descobertas e das evidências, reconstruindo um saber consciente, fundamentado no conhecimentocientífico.
Portanto, nas oficinas pretende-se desenvolver ações práticas que irão auxiliar no processo de ensino nas unidades escolares, quando propomos oficinas voltadas para o público composto por gestores, pensamos em como ele poderá apoiar nas ações pedagógicas planejadas pelos professores, visto que uma das competências da equipe gestora é gerir a aprendizagem nas escolas. Ao propor as oficinas para os professores alfabetizadores, cremos que seja de fundamental importância esclarecer suas dúvidas, propiciar conhecimentos e apropriação de estratégias para a aplicação de atividades específicas em alfabetização, atendendo ao desenvolvimento das habilidades a serem desenvolvidas pelosalunosde1ºao5ºano,incentivarparaquepossamsentirmotivados, mostrando o quão significativo tornam-se as atividades educacionais alicerçadas na pesquisa e no ensino teórico. O cronograma das ações formativas virá em anexo a este documento, onde serão planejadas anualmente, e avaliadas em cada ação desenvolvida.
8.4 EIXOIV-O MONITORAMENTO DO ENSINO E APRENDIZAGEM, AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Tendoemvistaqueoprocessodeapropriaçãodabasealfabética,elemento estruturante do processo de alfabetização, começa formalmente no início do ciclo de alfabetização, aos 6 anos completos, indicamos que o professor realize, já no primeiro ano, avaliações diagnósticas para subsidiar o planejamento da ação pedagógica.
O Programa de Alfabetização Alfabetiza São Francisco têm em sua frente de trabalho as seguintes propostas de Avaliação:
● Construção, pelos professores, de instrumentais de avaliação formativas contínuas e de registro de aprendizagem das crianças;
● Construção e aplicação de avaliação diagnóstica pela Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de diagnosticar o níveldeaprendizagemdascrianças estudantes.
8.4.1 Análiseecompreensãodosresultadoseimplantaçãodeestratégiasde mudanças
Constituem mecanismos de avaliação desta proposta.
● Avaliação de eficiência, eficácia e efetividade do programa frente às ações implementadas;
● Incentivo à difusão e análise dos resultados de avaliações externas e internas;
● Desenvolvimento de indicadores para avaliar a eficácia escolar na alfabetização;
● Desenvolvimento de indicadores de fluência em leitura oral e proficiência em escrita.
8.4.2 Aparticipaçãodasfamílias
É de responsabilidade das famílias realizar o acompanhamento da aprendizagem das crianças e o incentivo à participação da comunidade na vidaescolardosestudantes, sendo fundamentais para o sucesso do Programa Municipal, evitando a infrequência e a evasão. Para que isso se concretize faz-se necessário a mobilização das famílias para que compreendam os problemas educacionais existentes na escola e no município, principalmente aqueles ligados à falta de apoio e se sintam comprometidas com as mudanças propostas pela Política Educacional de Alfabetização.
A SEMECELT deverá priorizar estratégias específicas, propondo uma relação direta com as famílias, promovendo reuniões com alta participação de pais nas diversas unidades escolares, inclusive na área rural.
Serão promovidas reuniões, convocando ospaisaestaremmaispresentesnavida escolar de seus filhos, a acompanharem de perto o que se passa dentro das escolas, colaborarem e reivindicarem melhorias. A ideia é reforçar a necessidade de uma transformação que só será possível com a participação de todos. Tal ação incentivará a participação de todos os envolvidos neste processo.
8.5EIXOV-GESTÃO EGERENCIAMENTODAS AÇÕES
8.5.1 GestãodaPolítica
No intuito de atingir a eficiência educacional e resultados de sucesso na aprendizagem, é preciso garantir o processo de gestão, do princípio ao fim:
● Promoção de diagnóstico educacional da Rede Municipal de Ensino;
● Definição de indicadores de sucesso e metas;
● Elaboração de estratégias, monitoramento e avaliação como rotina, planejamento da articulação entre as diversas iniciativas.
De acordo com as legislações vigentes da educação, o objetivo da políticapúblicaé o atendimento como direito de todos os cidadãos e uma educação de qualidade, ao longo da vida.
As legislações são instrumentos da política educacional para garantir unidade e centralização na conduta administrativa da rede municipal de ensino.
8.5.2 GestãodeQualidade-AcompanhamentoeMonitoramentodasações pelos profissionais da Secretaria Municipal de Educação
É um desafio diante da implementação da Política Municipal de Alfabetização Alfabetiza São Francisco, priorizar a eficácia e eficiência aos processos, para que em todas as esferas possa-se ter um panorama de excelência nas ações desenvolvidas. Perseguir esse desafio requer o envolvimento e o comprometimento de todos aquelesque de alguma forma e em algum momento, participam do processo.
Ao planejar e executar a gestão educacional deve-se permitir ir além da simples administração, gerenciamento ou monitoramento. Uma gestão eficiente articula e promove cursos que geram conhecimento, além de ferramentas gerenciais, para garantir compromisso e responsabilização de todos.
Para disponibilizar esse processo é preciso que a rede municipal de educação garanta aos gestores níveis de autonomia nos campos administrativo, pedagógico e financeiro, e que esses se comprometam com a qualidade do processo e dos resultados nas unidades de ensino. Esta Política visa a construção de uma gestão colaborativa centrada no estudante e nos processos de ensino e de aprendizagem, com foco em resultados em todos os segmentos existentes, que respeite a autonomia escolar sem esquecer o pertencimento a uma rede de ensino, organizada preferencialmente como sistema.
A Política Municipal de Alfabetização Alfabetiza São Fracisco está estruturada no modelo de Gestão Orientada por Resultados queimplicanaadoçãoedefiniçãodemetas e indicadores claros pactuados com os atores envolvidos na implementação da Política, propondo:
• Usodeindicadoresdedesempenhoedaavaliaçãodossistemasdeensino;
• Promoção de acompanhamento dos processos de Gestão;
• Implementação de ações e monitoramento dos indicadores;
• Articulação, integração e implementação de recursos e ferramentas de gestão para o acompanhamento sistemático das ações para o alcance das metas;
• Fortalecimentodocontroledemocráticopormeiodacomunidadeescolarque possamexerceraaccountabilitysobreaadministraçãopúblicadocontrole democrático.
Para a implementação eficaz deste modelo de gestão que garanta níveis reais de aprendizagem, foi formulado um Ciclo Integral da Gestão para o Acompanhamento da Implementação da Política de Alfabetização da rede municipal de educação, tendo os principais atores:
Professor: grande responsável pela Gestão da Sala de Aula edo ensino/aprendizagem;
Família:grandeimportâncianoprocessoeresponsávelpelagestãofamiliar
paragarantirapresençadascriançasnaescolano horário correto, deve se comprometer com a equipe escolar para fortalecer a aprendizagem dos filhos;
Diretor/Supervisor Escolar: responsável pela Gestão da Rotina Escolar; Equipe de acompanhamento Pedagógico da SEMECELT:sãoresponsáveis pela Gestão da Política de Alfabetização.
Pode-se observar na Política Municipal de Alfabetização o seguinte fluxo de acompanhamento do ciclo integral da gestão, sendo valorizados e priorizados por cada ator.
Este modelo de gestão é importante, pois tem como objetivo garantir que as escolas sejam parte da rede municipal de educação, e que a secretaria zele e acompanhe para que esses conjuntos de unidades escolares sejam realmente um sistema em unidade em sua execução, com sua diversidade respeitada.Porissose faz necessário ações coletivas que garantam responsabilidades compartilhadasentre todos os profissionais envolvidos.
8.5.3 ComoacompanharaExecuçãodaPolíticadeAlfabetização
O acompanhamento garante a qualidade da execução da política,possibilitando a todos os profissionais que participam da implementação das ações clareza do seu papel no ciclo de gestão, com foco no resultado que precisa ser alcançado. Cada profissional deverá será ancorado por outro no processo, sendo assim, os técnicos do acompanhamento pedagógico acompanham quinzenalmente (de modo remoto) e mensalmente (de modo presencial) os supervisores das escolas que estão sob sua responsabilidade por meio de um relatório de acompanhamento, por sua vez, os supervisores acompanham sistematicamente os professores nas escolas, por meio da observação das aulas semanalmente (umahoraemcadaturma do 1º ao 5º ano), e por meio das reuniões no Horário de Trabalho Pedagógico Compartilhado - HTPC que acontecem também semanalmente em todas as segundas-feiras. As reuniões de HTPC são momentos fundamentais para a elaboração do planejamento de aula semanal/quinzenal e discussão sobre as atividades que serão implementadas paraatenderàshabilidadesecompetênciasque precisam ser desenvolvidas com os estudantes, é também ummomentoricodetroca coletiva das boas práticas que estão sendo construídas pelos professores e análise dos indicadores de alfabetização que norteiam o planejamento.
8.5.4 OsIndicadoresaseremMonitorados
A fim de organizar os resultados de alfabetização e alcançar as metas previstas na Política Municipal de Alfabetização Alfabetiza São Fracisco está estruturada nomodelodeGestãoOrientadaporResultadosqueimplicanaadoçãoe definição de metas e indicadores claros pactuados com os atores envolvidos na implementação da Política, propondo:,propõe-se um conjunto de informações que possam ser coletadas ao longo do processo, permitindo intervenções rápidas quando necessárias e garantindo o sucesso esperado. Tais informações dizem respeito ao:
8.5.5Acompanhamentodelivroslidosduranteomês
a) Propõe que cada estudante faça a leitura depelomenos4(quatro)livros mensalmente, garantindo assim o estímulo frequente de 1 (um) livro lido por semana.
A fim de garantir este item, disponibilizar um Cartaz de Acompanhamento de Livros Lidos, que deverá ser utilizado por todas as turmas do 1º ao 5°anodo Ensino Fundamental. O cartaz deverá estar afixado na sala de aula, em lugarde fácil acesso aos alunos, de fácil visibilidade, com os nomes do professor e dos alunos que deverão marcar diariamente os livros lidos. O Cartaz é anual e deverá ser consolidado mensalmente pelo professor.
8.5.6 ReconhecimentodeLetras,Leitura,Escrita,OralidadeeProduçãodeTextos
● Indicadores de reconhecimento de letras:
1. Não reconhece letras;
2. Reconhece letras;
3. Reconhece sílabas.
● IndicadoresdeLeitura:
1. Não lê;
2. Lê silabando;
3. Lê frases curtas;
4. Lê com fluência.
● IndicadordeEscrita:
1. Não escreve;
2. Escreve palavras simples não ortograficamente;
3. Escreve palavras simples ortograficamente;
4. Escreve palavras com sílabas complexas não ortograficamente;
5. Escreve palavras com sílabas complexas ortograficamente.
● Produçãodetexto:
1. Não escreve;
2. Escreve frases soltas dentro do tema;
3. Escreve textocomcomeçomeioefim,comfrasessimplesdentrodo tema;
4. Escreve textos com frases ampliadas, com desenvolvimento lógico de ideias interligadas por conectivos.
● Oralidade:
1. Comunica-se com pouca clareza e com vocabulário restrito;
2. Comunica-se com clareza e com vocabulário ampliado;
3. Comunica-se com segurança e clareza, questiona, pergunta e respeita os turnos de fala.
Esses indicadores permitem o acompanhamento da evolução da aprendizagem mensalmente.
● Nesta ficha, o professor registra o desempenho do aluno naaquisiçãodas habilidades de leitura, escrita e oralidade, a partir da observação diária e consolida as informações de toda turma ao final do mês;
● Até o 5º dia útil do mês seguinte o supervisor fazacoletadessasfichase insereasinformaçõesnosistemademonitoramentoeanalisaas informações com os professores nas reuniões de HTPC e elabora ações para superar os desafios identificados.
8.5.7 Indicadoresdeacompanhamentomensal:
● Dias previstos e dados - meta de 100% do cumprimento do calendário escolar;
● Reuniões semanais dos professores com os supervisores – HTPC;
● Observação da aula do professor - 1 vez por semana durante 1 hora;
● Frequência de 98% dos alunos;
● Frequência de 98% dos professores;
● Lições de casa não feitas - 1,5 lições/mês;
● Livros lidos - 4 livros lidos no mês e 30 livros lidos/ano em média.
➔ O Cartaz de Acompanhamento da Frequência Mensal deverá estar afixado na sala de aula, em lugar de fácil acesso aos alunos, e de fácil visibilidade ao supervisor e demais visitas;
➔ Os próprios alunos assinalam suafrequência,assimcomooprofessor, que é responsável pelo preenchimento diário dos demais campos;
➔ Este cartaz, ao final de cada mês, ficará de posse do supervisor escolar até o final do ano letivo.
O preenchimento destes formulários é apenas um passo dentro do processo de acompanhamento do gestor. O mais importante é que a equipe escolar, em particular, o supervisor escolar e os professores, utilizem os dados registrados e consolidados neste cartaz para analisar e tomar decisões conjuntamente para rever ações e práticas com o objetivo de melhorar os resultados deaprendizagemeensinorapidamenteparaoalcance das metas estabelecidas.
8.5.8 ComitêGestor
Visa fortalecer a Política de Alfabetização Alfabetiza São Fracisco está estruturada no modelo de Gestão Orientada por Resultados que implica na adoção e definição de metas e indicadores claros pactuados com os atores envolvidos na implementação da Política, propondo: faz-se necessário a criação deste Comitê que terá como atribuições acompanhar os trabalhos desenvolvidos Alfabetiza São Fracisco pela equipe que coordena as aões estratégicas da Política de Alfabetização, bem como analisar os resultados do processo de alfabetização das Escolas Municipais da Rede a cada bimestre e tomar decisões pertinentes ao alcance das metas estabelecidas.
Éuminstrumentodegestãodemocráticadapolíticapúblicaeducacional,comotal
deve ser instituído no interior da Secretaria deEducação.Énessefórumqueseajustarão anseios, dúvidas, reflexões e proposições tanto para ouniversoescolarquantodaprópria secretaria.
O Objetivo do Comitê Gestor é estabelecer, com base em evidências, ações efetivas, eficazes e eficientesparaoalcancedosucessodetodososalunosedetodosos educadores que fazem parte da rede municipal de educação. É constituído por membros permanentes, sendo: Secretário (a) de Educação e profissionais da secretaria responsáveis pela implementação do Programa e que exercem papel de liderança e impacto sobre as equipes escolares nos aspectos gerenciais, pedagógicos,administrativos e outros pertinentes ao Programa e seus resultados.
A critério da Secretaria de Educação outros profissionais poderão ser incluídos, como por exemplo, os responsáveis pelo planejamento e pela avaliação. Membros extraordinários também participam do comitê, sendo profissionais responsáveis pelas diversas áreas na Secretaria de Educação, convidados informações para apresentarem que subsidiem o Comitê na compreensão de deliberação sobre possíveis intervenções.
O Comitê Gestor é um catalisador de concepções, posicionamentos e realidades variadas e é importante que todos os participantes tenham:
1. O mesmo entendimento sobre sua função e objetivo;
2. Pleno conhecimento de todas as informações referentes ao tema sob sua responsabilidade e tragam, por meio de PPT ou recurso similar, aconsolidação dos dados comparativos a períodos anteriores para as análises, discussões e sugestões para futuras encontradas;
3. Ciência de ações pedagógicas a fim de resolver as problemáticas que as reuniões devem ser planejadas coletivamente, e cada responsável necessita saber de quanto tempo dispõe tanto para expor o problema quanto as alternativas que encontrou para solucioná-lo.
8.6 EIXOVI–VALORIZAÇÃOPARA AS UNIDADES ESCOLARES
Oobjetivodesteeixoécriarestratégiasde bonificaçãopecuniárias para as unidades escolares, com vistas ao reconhecimento destes profissionais da educação que tem como responsabilidadea entrega de resultados de aprendizagem e alfabetização junto aos estudantesqueestão sob a suaresponsabilidade.Apolíticadeincentivosestaráatreladaàgestãoorientadapor resultados e ao bom desempenho dos estudantes. Osresultadosqueserãoconsiderados para que seja concedida esta bonificação de maior desempenho nos resultados das avaliações do SAERO (IDERO) e SAEB (IDEB). Serão bonificadas as Unidades Escolares que obtiverem melhores resultados nas avaliações externas acima citadas.
Oobjetivodapropostaé“valorizarosprofissionaisquerepresentama educação
municipal com excelencia”.
8.6.1Abonificaçãoanualpara unidade escolar e profissional
A Secretaria Municipal de Educação de São Francisco do Guaporé irá divulgar a lista com as unidades de ensino que se destacaram nas avaliações externas do SAEB (IDEB) e SAERO (IDERO). As escolas que obtiverem melhores resultados receberão uma menção honrosa. “A premiação instituída pela Secretaria Municipal de Educação, vem como forma de reconhecer os esforços da rede, na manutenção da oferta de uma educação de qualidade para todos os estudantes.
Prêmio este que pretende reconhecer, publicamente, o processo de melhoria da qualidade do ensino. A partir desta iniciativa as unidades de ensino que apresentarem os melhores resultados bem como os professores dos seguimentos avaliados nas avaliações externas SAERO e SAEB. Será concedido a quantia de 10 salários mínimos nas provas do SAERO e a quantia de 10 salários mínimos nas provas do o SAEB para unidade que apresentar o melhor resultado e de 08 salários mínimos para unidade em que apresentar o segundo melhor resultado nos índices de avaliação SAERO e SAEB. Desde que não seja para a mesma unidade escolar, pois o prêmio não poderá ser cumulativo, ou seja, se a mesma unidade escolar obtiver os melhores resultados nas duas avaliações externas SAERO e SAEB, receberá somente 12 salários mínimos.
Os professores das unidades escolares que apresentarem os melhores resultados também serão premiados com um 14º (décimo quarto) salário em virtude de seu desempenho. Os três melhores resultados entre todas unidades da rede municipal de ensino estarão entre os premiados, os prêmios obedecerão a ordem decrescente e será regulamentado por normativas expedidas pela Secretaria Municipal de Educação e aprovada pelo Conselho Municipal de Educação.
As Unidades Escolares após receberem o prêmio poderão utiliza-los para compra de matérias pedagógicos, passeios, piqueniques, compra de premiações e outros. A forma de como o prêmio será gasto passará para apreciação e aprovação dos membros do Conselho Escolar. As unidades terão o prazo de (03) três meses para encaminhar a Secretária Municipal de Educação a prestação de conta do que foi gasto o prêmio. A prestação de conta será apresentada de acordo com os instrumentais disponibilizados pela Secretaria Municipal de Educação.
8.7 EIXOVII–FORTALECIMENTODAGESTÃOESCOLAR
Oobjetivodesteeixoéintensificarofortalecimentodaautonomiadagestãoescolar, pois a SEMECELT concebe que as melhorias dos índices de alfabetização escolar dependem de uma gestão empenhada com todos os segmentos da escola, tendo o aprendizado dos estudantes como alvo na atuação gestora.
8.7.1 Autonomia Pedagógica e Administrativa
O fortalecimento da autonomia da escola é a base de sustentação do processo de responsabilização de todos pela aprendizagem dos alunos. As escolas da Rede Pública Municipal de Ensino estão organizadas com base nos princípios da Gestão Democrática, visando assegurar a participação da comunidade escolar na gestão do ensino, possibilitando maior grau de autonomia pedagógica,administrativaedegestãofinanceira, de forma a assegurar um padrãodequalidadeaoensino.Agestãoautônomadasescolas permite aos Conselhos Escolares uma participação mais efetivanatomadadedecisõese melhor gestão dos recursos financeiros, dando oportunidade por meio dos planos de aplicação dos recursos tais como:
8.7.2 Valorizaçãoprofissionaldostrabalhadoresem Educação
· Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE;
· Aquisição Municipal de Alimentação Escolar – AMAE;
· Programa de Apoio Financeiro às Escolas Municipais - PROAFEM;
· Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE;
· ManutençãoeEducaçãoConectada-PDDEQualidade,intervirnasnecessidadesde melhoriasdosdiversosaspectos.Importantedestacarqueo fortalecimento da autonomia da escola transfere ao gestor forte compromisso e papel de liderança, competindo-lhe inclusive a organização pedagógica e a responsabilidade acompanhamento pelodesempenho escolar.
Algumasatribuiçõesessenciaisdopapeldogestorparaoalcancedemetasda Política de Alfabetização Alfabetiza São Fracisco:
• Controle e avaliação do desempenho dos recursos humanos da escola;
• Diagnóstico da necessidade de professores e outros funcionários, informando com brevidade à SEMECELT a carência dos mesmos;
• Assegurarocumprimentodos200diase800horasletivasdocalendário escolar;
• CumprimentodosprazosestabelecidospelaSEMECELTparaapresentaro Projeto Político Pedagógico do ano vigente;
• Assegurar formação continuada aos professores, visando potencializar os Recursos humanos, agregando valor à instituição na qualidade dos serviços de ensino e aprendizagem;
• Asseguraracapacitaçãodosservidoresdeacordocomasnecessidadese demandas da escola;
• Estabelecimentoeredefiniçãodemetasplanejadasapartirdosindicadores educacionais nas Oficinas de Metas oferecidas pela SEMECELT;
• Acompanhamento,controleeavaliaçãodetodasaspropostaspedagógicasdas unidades escolares;
• Análise dos resultados das avaliações externas da aprendizagem dos alunos;
• Adoçãodemedidasnecessáriasàmelhoriadaqualidadedaeducaçãonaescola, visando ao alcance de metas estabelecidos na Rede.
9. IMPLEMENTAÇÃO
ParaimplementaçãodaPolíticadeAlfabetização,aSEMECELT,pretenderealizar as seguintes ações:
1. Desenvolvimentodemateriaisdidático-pedagógicosespecíficosparaa alfabetização em conjunto com os professores das turmas do 1º ao 5º ano, por meio de capacitação dosprofessores,nasquaisasoficinasterãocomofocoaconstruçãoe utilização desses materiais;
2. Realização de formação mensal para os professores das turmas de 1º ao 5º ano;
3. Promoção de formação para a Equipe Gestora (Diretor, Vice-Diretor, Supervisor Escolar e Orientador Educacional) para oferecerem suporte adequado aos professores do Ensino Fundamental.
4. Promover mensalmente a formação de professores;
5. Realizar formação inicial para os professores para conhecimento da Política de Alfabetização e formação continuada dos professores e demais técnicos envolvidos na prática pedagógica;
6. Oferecer apoio técnico às escolas na elaboração das avaliaçõesdiagnósticas para verificação de níveis de leitura e escrita dos estdantes no início, meio e final do ano;
7. Aplicação das avaliações para diagnóstico em rede no primeiro bimestre, avaliação de processo na primeira quinzena de agosto e avaliação de resultado final na última semana de novembro;
8. Fortalecimento do monitoramento pela Equipe de Formação da Diretoria Pedagógica da SEMECELT nas ações das turmas de alfabetização;
9. FortalecimentodoHoráriodeTrabalhoePlanejamentoColetivo-HTPC;
10. Fortalecimento da Metodologia de Observação de Sala de Aula pelos Supervisores Educacionais;
11. Priorização da lotação de supervisores escolares em todas as escolas darede, observando o perfil dos mesmos para orientarem os professores alfabetizadores da rede de ensino;
12. Incentivar e acompanhar os diretores na pactuação de metas, conforme os indicadores de cada unidade de ensino;
13. Complementar com recurso próprio os acervosliteráriosenviadospeloFNDE, para fortalecimento da promoção de práticas de leitura e formação de leitores;
10. Disseminação na rede de boas práticas em alfabetização.
11. RECURSOS
É de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação garantir no Plano Plurianual 2023-2024 recursos que assegurem e mantenham a implementação das ações previstas no Programa de Alfabetização Alfabetiza São Francisco.
12. REFERÊNCIAS
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